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O mundo assiste com apreensão ao agravamento da crise no Oriente Médio, onde o regime iraniano fechou seu espaço aéreo na noite desta quarta-feira (14). A medida drástica, confirmada por plataformas de monitoramento como o Flightradar24, ocorreu após Donald Trump ordenar a retirada de militares de bases estratégicas, sinalizando que uma ofensiva aérea dos Estados Unidos pode ser iminente. O Irã, que vive um colapso interno com protestos que já deixaram mais de 3.500 mortos, tenta agora se proteger de uma intervenção externa enquanto ameaça bombardear instalações americanas na região caso seja atacado.
A tensão escalou após Trump citar publicamente a repressão violenta aos direitos humanos como justificativa para possíveis bombardeios. Diante da ameaça real, o governo iraniano deu sinais contraditórios de recuo: o ministro Abbas Araghchi garantiu que não haverá execuções de manifestantes nos próximos dias, adiando inclusive a morte de Erfan Soltani, de 26 anos. Para os observadores internacionais, o adiamento das penas de morte é uma tentativa desesperada do regime de frear o ímpeto de Washington, embora o assessor do líder supremo, Ali Shamkhani, tenha usado as redes sociais para lembrar a capacidade bélica do Irã em atingir bases americanas, como fez no Qatar em 2025.

Postagem de Ali Shamkhani, assessor do Aiatolá Khamenei
Enquanto os céus de Teerã permanecem praticamente desertos, com exceção de raros voos da estatal Mahan Air, a diplomacia corre contra o tempo. A Casa Branca afirma que canais de diálogo seguem abertos, mas a postura belicista de Trump contra a ditadura dos aiatolás não dá margem para ambiguidades. O povo iraniano, que sofre com a inflação galopante e a desvalorização cambial, enfrenta agora o medo duplo da repressão interna e de uma guerra total. Esta é a maior onda de revolta popular no país desde 2022, e a resposta do regime será determinante para o futuro da estabilidade global.

Com informações do DCM
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