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A disputa pelo espólio político de Jair Bolsonaro atingiu um novo nível de baixaria e divisão interna nesta quinta-feira (15). Após visitar o pai na cadeia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que sua candidatura à Presidência da República em 2026 é irreversível e "não tem volta". A fala foi uma reação direta às provocações de Michelle Bolsonaro, que tem usado as redes sociais para exaltar o governador Tarcísio de Freitas, em um movimento nítido de isolamento do enteado. Flávio, tentando manter a pose de articulador, afirmou que não cairá na "pegadinha" da madrasta, evidenciando que a união da extrema-direita é apenas uma fachada para uma guerra de egos e poder.
O clima na "familícia" azedou de vez após Cristiane Freitas, esposa de Tarcísio, postar que o Brasil precisa de um "novo CEO", frase que recebeu o apoio público de Michelle. Para o clã que sempre pregou a lealdade absoluta, ver a ex-primeira-dama flertar com um substituto enquanto o patriarca apodrece na cela da PF é visto como uma traição por setores ligados ao "01". Flávio tenta se equilibrar entre o papel de filho devoto e o de político ambicioso, usando pesquisas de intenção de voto — que ainda o mostram bem atrás de Lula — para justificar que ele é o único sucessor natural do bolsonarismo.
Nos bastidores do PL, a leitura é de que Flávio Bolsonaro está desesperado para não perder o controle do movimento para Tarcísio, que possui maior aprovação administrativa e o apoio silencioso de Michelle. Enquanto o senador fala em "caminho da prosperidade", a realidade é de um grupo político fragmentado, onde a confiança mútua foi substituída por curtidas estratégicas e vídeos de apoio cruzados. Flávio sabe que, sem o carimbo de herdeiro único, sua relevância nacional murchará antes mesmo de 2026, especialmente com o pai condenado por tentativa de golpe.
A tentativa de Flávio de minimizar a liderança consolidada de Lula nas pesquisas Quaest é mais um exercício de negação típico da família. Ao dizer que a distância para o presidente "não reflete a realidade", o senador repete o roteiro de descrédito das instituições que levou seu pai ao cárcere. O foco agora é tentar estancar a sangria interna provocada por Michelle, que parece cada vez mais disposta a rifar os filhos do ex-marido em troca de uma aliança mais palatável com o atual governador de São Paulo, visando sua própria sobrevivência política.
O espetáculo de desunião oferecido pela família Bolsonaro mostra que o projeto de poder da extrema-direita nunca foi sobre o país, mas sobre a manutenção de privilégios e a proteção jurídica do clã. Com o "01" forçando sua candidatura e a ex-primeira-dama buscando um "novo CEO", o bolsonarismo entra em uma espiral de autodestruição que beneficia apenas a democracia brasileira. Lula segue governando com estabilidade, enquanto seus adversários se engalfinham em visitas a presídios e trocas de farpas virtuais por migalhas de um prestígio que o STF e as urnas já começaram a confiscar.
O isolamento de Flávio dentro da própria casa é o retrato fiel do fim de uma era. Sem a máquina pública para distribuir benesses e com o pai preso por crimes graves, resta ao senador tentar gritar mais alto que Michelle para não ser esquecido. O Brasil, no entanto, assiste a esse duelo de baixa estatura política com a certeza de que a reconstrução nacional passa, necessariamente, pelo ocaso definitivo de uma família que sempre tratou a coisa pública como um negócio particular e o Estado como uma extensão de suas paranoias e vinganças pessoais.
Com informações do DCM
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