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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante cerimônia pelos 90 anos do salário mínimo, que o valor atual do piso nacional está longe de cumprir sua função social. Em discurso no Rio de Janeiro, Lula foi taxativo: o salário mínimo brasileiro "é muito baixo" e não atende aos requisitos estabelecidos pela própria lei que o criou, que era garantir direitos elementares como morar, comer, estudar e ir e vir.
O presidente destacou que a homenagem era à ideia original da política, e não ao valor vigente, que considera insuficiente. Lula explicou que dois grandes grupos sustentam suas vidas com este rendimento: trabalhadores sem profissão formal, muitas vezes em ocupações precárias como o trabalho doméstico, e os milhões de aposentados e beneficiários do BPC. Ele contrastou essa realidade com a de categorias organizadas, que, segundo ele, negociam pisos acima do mínimo, e com setores como o comércio, onde o salário formal é complementado por comissões.
Para Lula, a persistência de um piso baixo reflete uma histórica falta de compromisso com a população mais pobre. "As pessoas nunca levaram a sério a necessidade de melhorar a vida do povo mais humilde do país", declarou, criticando a desigualdade no acesso a direitos básicos. O presidente fez um resgate das resistências às conquistas trabalhistas, lembrando que a CLT e direitos como férias foram combatidos pelas elites, em um passado de exploração com jornadas exaustivas e trabalho infantil.
Ao final, Lula defendeu a mobilização permanente pela valorização do salário mínimo, reconhecendo o grande desafio orçamentário envolvido, dada a massa de cerca de 30 milhões de pessoas que dependem diretamente do valor. "Todos nós, governo e vocês, temos a obrigação de brigar para que ele melhore", concluiu o presidente.
Com informações do Brasil247
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