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O ex-presidente Jair Bolsonaro passou a primeira noite detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, em regime individual e com relatos de que teria apresentado episódios de soluço. A transferência, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, ocorreu na tarde de quinta-feira (15) e tem como próxima etapa uma avaliação clínica oficial por uma junta médica da Polícia Federal. O laudo será decisivo para definir se Bolsonaro permanecerá na unidade militar ou será encaminhado a um hospital penitenciário.
De acordo com informações, Bolsonaro não manteve contato com outros presos da mesma operação, como o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, que cumprem pena em outra ala do local. Até a manhã desta sexta-feira (16), não haviam sido registradas queixas formais pelo ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A cela destinada a ele, com capacidade para quatro pessoas, está sendo ocupada de forma individual.
A decisão de Moraes ocorre após uma série de pedidos da defesa, que incluem a instalação de uma SmartTV e a redução do ruído do ar-condicionado no local anterior de detenção. A pressão aumentou depois que Bolsonaro sofreu uma queda, na semana passada, com diagnóstico de traumatismo craniano leve. O ministro, ao autorizar a transferência para um local com instalações mais amplas, foi categórico ao afirmar que o cumprimento da pena não pode ser equiparado a uma "estadia hoteleira" ou a uma "colônia de férias". Na Papudinha, Bolsonaro mantém direitos como assistência médica 24 horas, visitas de seus médicos particulares sem necessidade de autorização prévia, sessões de fisioterapia e alimentação especial.
Com informações da Folha de São Paulo
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