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A tentativa desesperada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de simular uma influência internacional que não possui terminou em um verdadeiro fiasco diplomático em solo norte-americano. O senador viajou aos Estados Unidos com a missão de se encontrar com o secretário de Estado, Marco Rubio, buscando uma foto que servisse de "escudo" contra suas derrotas jurídicas no Brasil. No entanto, o herdeiro do clã bolsonarista foi solenemente ignorado pela cúpula da Casa Branca, restando-lhe apenas reuniões de baixo clero com o blogueiro Paulo Figueiredo e o parlamentar radical Jim Jordan. O "prestígio" prometido evaporou diante da nova realidade política: Donald Trump, o suposto salvador, prefere agora o diálogo institucional com o governo Lula à companhia tóxica da extrema-direita brasileira.
A frustração de Flávio é o reflexo de um erro de cálculo grosseiro da família Bolsonaro. No ano passado, os filhos do ex-presidente apostaram que uma vitória republicana nos EUA resultaria em uma intervenção direta para anular as condenações de Jair Bolsonaro no STF. O tiro saiu pela culatra. Trump não apenas ignorou os apelos golpistas, como revogou tarifas comerciais em aceno a Lula, deixando os bolsonaristas falando sozinhos no cenário global. Ao retornar ao Brasil, Flávio tentou emplacar a desculpa esfarrapada de que "não quis" se encontrar com Rubio, uma narrativa que não convence nem os aliados mais próximos, que já classificam a viagem como um vexame completo.
Para tentar mascarar o isolamento, Flávio agora projeta novas viagens a Israel, a convite de Benjamin Netanyahu, e encontros com a ultradireita francesa. A articulação dessas agendas internacionais está nas mãos de seu irmão, Eduardo Bolsonaro — que, vale lembrar, foi recentemente cassado por abandonar o mandato. O desespero por validação externa ocorre em um momento de fragilidade interna sem precedentes. Flávio viu suas pretensões eleitorais serem esvaziadas por Romeu Zema, que descartou ser seu vice, e pela própria madrasta, Michelle Bolsonaro, que já prega abertamente que o nome do grupo para 2026 é Tarcísio de Freitas, e não um membro do clã.
O isolamento de Flávio Bolsonaro é sintomático de uma direita que perdeu o rumo e o apoio das grandes potências. Enquanto ele tenta vender a imagem de um articulador "estratégico" em reuniões secretas, a realidade dos fatos mostra um político acuado, sem espaço na Casa Branca e perdendo terreno para aliados mais moderados dentro do próprio país. A tentativa de usar a política externa como palanque fracassou porque o mundo real exige pragmatismo, algo que a prole de Bolsonaro nunca soube entregar.
O governo Lula, por sua vez, consolida sua posição como o único interlocutor legítimo do Brasil no exterior, desarmando as narrativas golpistas que os filhos do ex-presidente tentavam exportar. Sem o apoio de Trump, sem o vice dos sonhos e com a liderança da própria família questionada por Michelle, Flávio Bolsonaro se torna uma figura cada vez mais periférica. O "vexame americano" é apenas o preâmbulo de um 2026 que promete enterrar de vez as pretensões dinásticas de uma família que acreditou ser maior que as instituições democráticas.
Com informações do DCM
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