Tchau, PF: por ordem de Moraes, Bolsonaro deixa sede da polícia rumo ao Complexo da Papuda

Portal Plantão Brasil
15/1/2026 18:47

Tchau, PF: por ordem de Moraes, Bolsonaro deixa sede da polícia rumo ao Complexo da Papuda

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Em mais um desdobramento do cumprimento de sua pena de 27 anos, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal e foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O novo endereço de Bolsonaro fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ele ocupará uma Sala de Estado-Maior. Diferente da cela comum, o local funciona como um alojamento reformado que dispõe de banheiro privativo, sala, cozinha e lavanderia, garantindo que o condenado permaneça isolado da massa carcerária e em condições compatíveis com sua antiga dignidade de cargo, mas sob rígida vigilância estatal.

A decisão de Moraes foi detalhada para garantir que não restem desculpas sobre o estado de saúde do ex-presidente. Bolsonaro terá assistência médica integral, com profissionais do sistema penitenciário de plantão 24 horas por dia e acesso irrestrito aos seus médicos particulares. O ministro também autorizou a montagem de uma estrutura de reabilitação física dentro da unidade, permitindo a instalação de esteira e bicicleta para fisioterapia. A defesa conseguiu ainda a liberação para que Bolsonaro receba alimentação especial preparada externamente, desde que o responsável pela entrega seja devidamente cadastrado, evitando qualquer alegação de vulnerabilidade nutricional no cárcere.

No campo espiritual e familiar, o ex-presidente poderá receber visitas semanais de Michelle Bolsonaro e de seus filhos. Além disso, Moraes autorizou a assistência religiosa do bispo Rodovalho e do pastor Thiago Manzoni, permitindo que o condenado mantenha seus vínculos com lideranças evangélicas que apoiaram seu governo. O acesso à leitura também foi garantido, mantendo o padrão de custódia humanizada. Entretanto, nem todos os pedidos foram aceitos: o ministro negou terminantemente o acesso a uma smart TV, reforçando que, apesar das condições especiais de saúde e segurança, Bolsonaro continua sendo um detento cumprindo uma sentença rigorosa por crimes contra a democracia.

A transferência para a Papudinha coloca Bolsonaro no mesmo pavilhão onde já estão seus antigos aliados, como o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques. Embora as celas sejam individuais, a proximidade física simboliza o desmantelamento final do núcleo que tentou violar as instituições brasileiras. O 19º BPM é fiscalizado pela Vara de Execuções Penais e possui uma estrutura que, embora reformada e confortável se comparada ao sistema comum, não deixa de ser uma unidade de repressão penal. Para garantir a lisura do processo, o ministro determinou que uma junta médica oficial da própria Polícia Federal submeta o ex-presidente a exames periódicos para validar seu quadro clínico.

A mudança ocorre em um momento em que a defesa de Bolsonaro tentava, sem sucesso, emplacar a narrativa de que a permanência na PF colocava sua vida em risco. Ao transferi-lo para uma unidade militar com consultório médico interno e escolta para hospitais em casos de urgência, o STF esvazia os argumentos de "perseguição" e assegura que a lei está sendo aplicada com todas as garantias previstas para autoridades presas. A estrutura oferecida a Bolsonaro é superior à de milhões de detentos no Brasil, refletindo o esforço do Judiciário em evitar qualquer incidente que possa ser usado politicamente pela extrema-direita, mantendo o foco na execução da pena histórica.

Enquanto o ex-capitão se acomoda em sua nova sala com barras de apoio e aparelhos de ginástica, o país observa o funcionamento das instituições que ele tanto tentou descredibilizar. A transferência para a Papuda é o marco de uma nova fase da detenção, onde o isolamento da PF dá lugar a uma rotina mais estruturada dentro do sistema carcerário brasiliense. Com médicos, pastores e alimentação especial, o Estado brasileiro garante a integridade de Bolsonaro, mas não abre mão da justiça: o ex-presidente que desdenhou da democracia agora vive sob a proteção e a severidade das regras que ele mesmo, no passado, disse que "deveriam ser mais duras para todos os criminosos".

Com informações do G1

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