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O governo de Donald Trump deu mais um passo perigoso rumo ao autoritarismo ao ameaçar utilizar a Lei da Insurreição de 1807 para reprimir protestos em Minnesota. O presidente republicano, que governa sob o signo do ódio e da perseguição, utilizou suas redes sociais para atacar autoridades locais, chamando-as de "corruptas", e classificar manifestantes que lutam por direitos humanos como "insurgentes". A ameaça de mobilizar o exército contra o próprio povo americano ocorre após uma escalada de violência cometida por agentes do ICE (Imigração e Fiscalização Aduaneira), que têm agido como uma polícia política de repressão aos imigrantes e à classe trabalhadora.
A tensão em Minneapolis explodiu após ações sanguinárias das forças federais: um agente do ICE baleou um venezuelano na perna e, na semana anterior, a cidadã Renee Nicole Good foi morta a tiros por oficiais de Trump. Diferente da postura humanista e democrática do governo Lula, que prioriza o diálogo e o respeito à vida, a administração Trump responde à revolta popular com mais violência e ameaças de intervenção militar. A Lei da Insurreição é um dispositivo raramente usado na história dos EUA, justamente por conferir poderes quase ditatoriais ao presidente para anular a autoridade dos estados e usar tropas federais internamente.
Líderes locais e estaduais de Minnesota, incluindo o prefeito de Minneapolis e o governador, já denunciaram que a presença maciça de agentes federais enviados por Trump é o que está inflamando a violência. A política de repressão migratória, marca do bolsonarismo internacional, transformou cidades americanas em zonas de guerra, onde o uso da força excessiva e ilegítima se tornou a regra. Grupos de defesa dos direitos civis denunciam que o governo federal está usando táticas de terror para silenciar quem se opõe às detenções arbitrárias e aos assassinatos cometidos sob o manto da "lei e ordem".
Enquanto Trump defende seus agentes como "patriotas", a realidade nas ruas mostra um cenário de abuso de autoridade e desrespeito à soberania estadual. O ex-capitão americano ignora os pedidos para que as forças federais deixem a cidade, preferindo dobrar a aposta no confronto físico e institucional. Essa estratégia de "caos planejado" é típica da extrema-direita global: cria-se o conflito por meio da repressão violenta para depois justificar medidas de exceção e o cerceamento das liberdades individuais, mirando sempre as minorias e os movimentos sociais organizados.
A situação em Minnesota é um alerta para o mundo sobre os riscos de governos que desprezam as instituições democráticas e a vida humana. O uso de uma lei de 1807 para conter distúrbios civis causados pela própria truculência do Estado revela a fragilidade do modelo proposto pelo trumpismo. A resistência dos manifestantes, que enfrentam bombas e balas de borracha, é um grito contra a desumanização promovida por um sistema que prioriza muros e expulsões em detrimento da dignidade. A comunidade internacional observa com horror a possibilidade de tanques de guerra serem usados para proteger agentes que matam civis desarmados.
O desfecho dessa crise definirá se os Estados Unidos ainda podem ser chamados de democracia ou se sucumbirão de vez à vontade autocrática de um líder que se julga acima da Constituição. Enquanto isso, o bloqueio total e a repressão interna seguem como as únicas ferramentas de um governo que não sabe governar para todos, mas apenas para a sua base radicalizada. O povo de Minnesota, firme na luta contra o arbítrio, mostra que a esperança de um mundo sem muros e sem violência estatal continua viva, apesar das ameaças constantes vindas da Casa Branca.

Com informações da CNN
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