613 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O respeitado criminalista Roberto Tardelli, voz influente do Grupo Prerrogativas, lançou um alerta devastador sobre as recentes movimentações do ministro Dias Toffoli no escândalo do Banco Master. Com a autoridade de quem defende o garantismo e a legalidade, Tardelli classificou a intervenção de Toffoli como um "impedimento absoluto". Segundo o advogado, ao determinar que o material apreendido pela Polícia Federal fosse enviado diretamente à PGR, sem a devida análise e catalogação policial, o ministro cometeu um erro técnico imperdoável: a quebra da cadeia de custódia.
Para Tardelli, a gravidade do ato é inédita na história recente do Judiciário. Ele utiliza termos contundentes ao afirmar que o ministro "sequestrou" a prova, atropelando o passo a passo obrigatório previsto no Código de Processo Penal. A função do juiz não é ser o destinatário direto da investigação bruta, mas sim o garantidor dos direitos. Ao abrir os dados pessoalmente e ordenar seu remanejamento antes do processamento técnico da PF, Toffoli teria contaminado o material, tornando-o juridicamente inválido para qualquer condenação futura.
A análise técnica de Tardelli aponta que a cadeia de custódia é a "menina dos olhos" do processo penal, pois garante que o material colhido não sofra manipulações ou interferências externas. Quando um magistrado interfere diretamente nessa fase, ele deixa de ser o juiz imparcial e se torna um agente da investigação, o que fere de morte o sistema acusatório. No entendimento do criminalista, essa postura de Toffoli cria uma situação onde ele não tem mais condições morais ou legais de julgar o caso, devendo ser declarado impedido imediatamente.
Diferente do período tenebroso da Lava Jato, onde figuras como Sérgio Moro atropelavam ritos com o aplauso de setores da mídia, o campo progressista e o governo Lula defendem que o devido processo legal deve ser seguido à risca para que os culpados não se beneficiem de nulidades. A crítica de Tardelli não é uma defesa dos investigados do Banco Master, mas um alerta de que o amadorismo ou a intenção deliberada de centralizar provas pode acabar livrando bilionários e políticos de extrema-direita que estão sob a mira da lei, justamente por erros processuais evitáveis.
A "vigilância" pregada por Tardelli ecoa no cenário político como um aviso de que "águas muito revoltas" estão por vir. O receio é que essa manobra de Toffoli sirva como uma avenida para que as defesas de Daniel Vorcaro e Nelson Tanure anulem todas as operações da Polícia Federal, alegando que o material foi manuseado de forma irregular no topo da Corte. O direito brasileiro não admite atalhos, e a tentativa de Toffoli de controlar o fluxo das provas pode ser o tiro de misericórdia em uma das maiores investigações financeiras do país.
Com a credibilidade de quem lutou contra as arbitrariedades do passado, Tardelli expõe que o combate ao crime organizado e à corrupção financeira exige técnica e respeito à Polícia Federal. Se a prova for de fato anulada por culpa da intervenção de Toffoli, o prejuízo para a justiça brasileira será incalculável. O Brasil espera que o STF corrija essa rota e que a transparência prevaleça, impedindo que tecnicismos causados por "erros gravíssimos" de ministros acabem por blindar aqueles que sangram o sistema financeiro nacional.
Assista ao vídeo: