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A senadora Damares Alves decidiu romper o pacto de silêncio e expôs o envolvimento de figuras influentes da cúpula evangélica na chamada "Farra do INSS". Em meio ao avanço das investigações na CPMI, Damares não recuou diante da pressão de seus próprios aliados e detonou o líder da bancada evangélica, Silas Câmara, mencionando que a Assembleia de Deus do Amazonas está sob a mira da comissão. A denúncia atinge o coração de instituições religiosas que, segundo as investigações, serviram de fachada para desvios milionários.
O embate ganhou tons de baixaria quando o pastor Silas Malafaia, conhecido por seu estilo agressivo, chamou a senadora de "linguaruda" por expor os podres de líderes religiosos sem, inicialmente, dar nomes aos bois. Damares respondeu à altura, afirmando com desdém que Malafaia "precisa orar um pouco" e deixando claro que não submete seu mandato aos caprichos do líder da Vitória em Cristo. A senadora reiterou que a Assembleia de Deus do Amazonas e a Fundação Boas Novas, ligadas à família de Silas Câmara, já foram citadas e seguem sob análise rigorosa.
A "Farra do INSS" revela uma teia de corrupção que envolve o uso de fundações e igrejas para lavar dinheiro retirado de trabalhadores e aposentados. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, apresentou provas documentais de que a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) realizou pagamentos suspeitos que acabaram nas contas de parentes e empresas de Silas Câmara. A Fundação Boas Novas, presidida pelo irmão do deputado, é apontada como um dos principais destinos dessa verba desviada.
Damares admitiu o desconforto e a tristeza ao ver nomes de "grandes pastores" surgindo nos relatórios de inteligência financeira, mas ressaltou que a comissão não pode recuar diante do lobby de quem tenta abafar o escândalo. Segundo a parlamentar, a pressão interna para que os fiéis não fiquem desiludidos é constante, mas o dever constitucional de investigar a fraude é soberano. O esquema funcionava de forma profissional, drenando recursos públicos para inflar o patrimônio de líderes que se dizem homens de fé.
O líder da bancada evangélica, Silas Câmara, tenta se blindar afirmando que as explicações já foram dadas e que a igreja não é alvo de novos requerimentos, mas os documentos analisados pela CPI contam outra história. O presidente da CBPA foi quem entregou os detalhes dos repasses que beneficiaram o clã Câmara, jogando luz sobre como a estrutura religiosa foi aparelhada para o crime. Enquanto a extrema-direita se digladia publicamente, os detalhes da pilhagem contra a previdência social vão aparecendo de forma avassaladora.
A racha no bloco bolsonarista-evangélico mostra que o castelo de cartas está ruindo por dentro. Enquanto Malafaia tenta manter o controle através da intimidação, a exposição feita por Damares confirma que os esquemas de corrupção no governo anterior e em seus braços religiosos são profundos e documentados pela Receita Federal e pelo COAF. A Justiça agora avança sobre os "mercadores do templo" que enriqueceram à custa do povo brasileiro, provando que nem a Bíblia serve mais de escudo para seus crimes.
Com informações do DCM
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