371 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A verdadeira face da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela começa a aparecer nos livros de contabilidade da Casa Branca. Após a deposição e sequestro de Nicolás Maduro, o governo de Donald Trump fechou o primeiro grande acordo de venda de petróleo venezuelano por US$ 250 milhões. A beneficiária é a gigante Vitol, cujo negociante, John Addison, é um dos principais financiadores da reeleição de Trump, tendo despejado cerca de US$ 6 milhões em comitês ligados ao republicano. O esquema escancara que a "libertação" do país vizinho serve, antes de tudo, para alimentar os lucros dos aliados do presidente americano.
Em um encontro recente na Casa Branca, Addison e Trump demonstraram total sintonia. O empresário prometeu garantir os melhores preços para o petróleo venezuelano, favorecendo diretamente a economia dos EUA sob o comando de seu padrinho político. O contrato prevê a comercialização de até 50 milhões de barris, consolidando a estratégia de Trump de tomar o controle absoluto da indústria petrolífera venezuelana. Para quem ainda acreditava em motivações humanitárias, os sorrisos na Casa Branca deixam claro que se trata de uma operação de saque coordenada para beneficiar o setor energético norte-americano.
Além da Vitol, outra gigante do setor, a Trafigura, também abocanhou uma fatia de US$ 250 milhões no petróleo vizinho. O governo Trump justificou a escolha das duas empresas pela "capacidade de realizar transações rápidas", ignorando qualquer processo de transparência ou concorrência. O objetivo central é reconstruir a infraestrutura petrolífera da Venezuela, mas sob o domínio total de empresas escolhidas a dedo pelo Departamento de Estado, garantindo que o fluxo de energia seja direcionado prioritariamente para o mercado interno dos Estados Unidos.
A administração republicana ostenta o fato de estar vendendo o barril venezuelano a preços 30% superiores aos que o regime anterior conseguia sob sanções. No entanto, esse lucro não retorna ao povo venezuelano de forma soberana, sendo gerido por Washington enquanto as empresas Vitol e Trafigura revendem o produto para seus clientes globais. O governo Trump também avança nas negociações com a Chevron para ampliar a presença da petroleira no país ocupado, consolidando um monopólio corporativo yankee sobre as maiores reservas do mundo.
Esse cenário de "porteira fechada" é o pagamento prometido por Trump à indústria petrolífera, que despejou milhões em sua campanha de 2024 e 2025. Empresas como ExxonMobil e Chevron negociam diretamente com a Casa Branca em troca de reduções drásticas em regulamentações ambientais e fiscais. O que se vê é um ciclo de corrupção institucionalizada: os magnatas do petróleo financiam a política de Trump, e ele, em contrapartida, entrega os recursos naturais de nações estrangeiras como prêmio de campanha.
A rapidez com que o patrimônio venezuelano foi loteado entre os amigos de Donald Trump confirma as previsões de que a queda de Maduro era uma meta comercial, não democrática. Enquanto o povo venezuelano lida com a instabilidade da ocupação, as grandes traders de energia celebram recordes de lucro e garantem o financiamento para a manutenção da extrema-direita no poder em Washington. O petróleo da Venezuela, outrora motivo de orgulho nacional, agora lubrifica as engrenagens da reeleição de Trump e o bolso de seus doadores mais generosos.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.