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O governo austríaco caiu por causa da divulgação de um vídeo gravado em 2017 em Ibiza, na Espanha, em que um político de extrema-direita aparece em negociações com uma mulher que se diz herdeira russa.
Heinz-Christian Strache era, até a manhã deste sábado (18), o vice-chanceler do país europeu. Ele pertence ao Partido da Liberdade, de extrema-direita. Ele também era líder da agremiação, e pediu demissão deste posto.
Depois que o conteúdo das conversas gravadas foi tornado público pelas publicações alemãs "Der Spiegel" e "Süddeutsche Zeitung", Strache pediu renúncia do cargo.
O chanceler, Sebastian Kurz, pôs fim à coalização com o Partido da Liberdade e ordenou que sejam convocadas novas eleições, o que deverá começar a ser planejado a partir do domingo (19).
O vídeo tem mais de cinco horas, de acordo com o “New York Times”.
Entenda a natureza das conversas que foram gravadas enquanto as pessoas bebiam drinques e energéticos e comiam sushi:
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- Os participantes
Cinco pessoas aparecem na conversa:
-Heinz-Christian Strache, uma espécie de Bolsonaro austríaco, do Partido da Liberdade
-Johann Gudenus, outro dirigente do Partido da Liberdade
-A esposa de Gudenus
-Um intérprete
-Uma mulher que diz ser sobrinha de um oligarca russo. Essa russa afirma que quer investir 250 milhões de euros na Áustria.
As falas comprometedoras e os pedidos
Strache diz que já esteve na Rússia, onde encontrou assessores do presidente Vladimir Putin, com quem discutiu colaborações estratégicas.
Ele afirma que a mulher poderia ajudar seu partido nas eleições de 2017 e, em troca, ela assumiria um contrato de construção de estradas.
Ele também sugere que ela poderia comprar o controle do maior jornal da Áustria, o “Kronen Zeitung”. Esse é o principal tema da conversa.
O plano para a mídia austríaca
Desde a ascensão do Partido da Liberdade ao poder, ele tem uma relação de confronto com a mídia jornalística.
Strache sugere que a russa assuma o diário e faça uma cobertura favorável a ele.
“Se ela tomar o jornal ’Krone’ três semanas antes das eleições e nos levar ao primeiro posto, então podemos conversar sobre qualquer coisa”, ele afirma.
Os ataques de Strache à mídia
Ele diz que a maior parte dos jornalistas do “Kronen Zeitung” não se oporia, mas que parte dos editorialistas teriam que ser demitidos.
Os jornalistas “são as maiores putas” do planeta, ele afirmou.
Ao renunciar, Strache disse que era, sim, uma armadilha, e que ele vai acionar na Justiça os que o colocaram nessa situação. Ele ainda usou um tom de descontentamento com os jornais que divulgaram o vídeo.
Foi uma conversa privada, influenciada pelo álcool, em que ele queria impressionar a anfitriã atraente com um “comportamento de macho”, justificou-se.
Percebe a semelhança da extrema-direita na Europa com os fascistas do Brasil? Até pra justificar sua corrupção o Bolsonaro-austríaco é machista.
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