1445 visitas - Fonte: A Postagem
Na sua centésima versão sobre a descoberta de Queiroz em sua casa em Atibaia, o cara dura, Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro e Flávio até então, mostrou que é um picareta de “bom coração”, afirmando ter hospedado Queiroz, o braço direito do clã Bolsonaro no esquema criminoso de corrupção, por questões humanitárias.
Na primeira versão, Wassef havia negado que Queiroz recebeu dele guarida para se esconder há mais de um ano em sua casa e que não sabia como ele foi parar lá. Agora, a sua conversa é outra, diz que não foi esse tempo todo, mas ele resolveu, por conta do seu coração mole, dar abrigo a um ser humano abandonado, doente, esquecido e que ninguém estava procurando.
Isso mesmo, aquela história de “cadê o Queiroz?” é pura intriga da oposição que quer derrubar o capitão.
O fato é que já se viu muitos advogados de porta de delegacia dando entrevista para emissoras de TV criando versões mirabolantes para livrar a cara do cliente, mas esse advogado que o clã Bolsonaro arrumou, barra todas as versões estapafúrdias que se pode imaginar dentro do universo da picaretagem advocatícia.
Esse mesmo advogado, segundo Bolsonaro, é quem cuidava do caso Adélio Bispo e daquela facada mandrake que Bolsonaro diz que tomou, sem falar que Wassef defendia Flávio das acusações de, junto com Queiroz, seu hóspede, praticar um esquema barra pesada de corrupção, uma verdadeira indústria de laranjas e fantasmas, muitos, inclusive, envolvidos diretamente com a milícia ou mesmo milicianos.
No meio dessa esbórnia toda, Wassef solta essa pérola comovente, com a ajuda da repórter do SBT, de que abrigou o fantasma do Queiroz por questões humanitárias. Esse é o sujeito que, até o último domingo, era o advogado do presidente da República que o Brasil tem. Imagina isso!
“O que eu tenho para dizer é o seguinte: jamais escondi Fabrício Queiroz. Ele estar lá (no imóvel de Atibaia) não é nenhum crime, nenhum ilícito, não é obstrução de justiça. Não há nenhuma irregularidade”, disse Wassef.
“(Foi) também uma questão humanitária. Porque (é) uma pessoa que está abandonada, uma pessoa sem recursos financeiros, com problemas de saúde e que o local era perto”, completou.
*Carlos Henrique Machado Freitas
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