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Durante dois anos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, desembolsou quase R$ 300 mil na compra de 12 salas comerciais com recursos de origem incerta que sequer passaram por sua conta bancária, segundo aponta investigação do MP-RJ (Ministério Público do Rio). O UOL apurou que a informação consta na denúncia protocolada no Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) contra o senador.
De acordo com os investigadores, os valores usados por Flávio Bolsonaro —à época deputado estadual— entre 2008 e 2009 para dar entrada em 12 salas comerciais e pagar o financiamento desses imóveis não passaram por sua conta bancária. O MP-RJ relata o uso de dinheiro vivo, cheques de terceiros e boletos bancários. As salas ficam no Barra Prime Offices, centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, área nobre na zona oeste do Rio.
Segundo a investigação, os primeiros pagamentos foram feitos em dezembro de 2008, e, até o fim do ano seguinte, somavam pouco mais de R$ 297 mil —R$ 86,7 mil por meio de depósitos em dinheiro vivo, R$ 16,8 mil em cheques emitidos por terceiros e outros R$ 193,6 mil em boletos que não saíram da conta corrente do senador.
O MP aponta ainda que em operações semelhantes feitas na compra de outros imóveis com o mesmo padrão de movimentação financeira foi possível encontrar provas de que recursos da rachadinha foram utilizados.
Um dos exemplos é a compra de um apartamento em Laranjeiras, na zona sul do Rio, em 2011, no qual houve repasses feitos por Queiroz e Miguel Ângelo Braga Grillo —principais assessores de Flávio e apontados pelo MP-RJ como operadores do suposto esquema— para a conta de Fernanda Bolsonaro em datas próximas ao pagamento de parcelas dos imóveis.
Os pagamentos de boletos sem movimentações correspondentes nas contas do casal também foram apontados, em outros casos, como uso do dinheiro obtido da Alerj.
O MP-RJ identificou que Queiroz pagou mais de cem boletos de despesas pessoais de Flávio —como mensalidade da escola de suas filhas e do plano de saúde da família— em operações com dinheiro vivo que chegaram a mais de R$ 261 mil. Essas provas foram usadas para embasar a Operação Anjo, em junho, que resultou na prisão preventiva de Queiroz.
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