ARMADILHA: Brasil resiste ao "Conselho de Paz" de Trump com presidência vitalícia dos EUA

Portal Plantão Brasil
22/1/2026 16:59

ARMADILHA: Brasil resiste ao "Conselho de Paz" de Trump com presidência vitalícia dos EUA

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O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, barrou as expectativas de uma adesão imediata do Brasil ao "Conselho da Paz" idealizado por Donald Trump. Em uma análise técnica e política severa, o diplomata afirmou que o estatuto do novo órgão é "confuso" e funciona, na prática, como uma tentativa unilateral e autoritária de reformar a Organização das Nações Unidas (ONU). Para o governo brasileiro, aceitar os termos de Trump seria validar a revogação do sistema multilateral em favor de uma hegemonia norte-americana institucionalizada.

A crítica mais contundente de Amorim recai sobre o escopo do conselho. Embora tenha sido vendido publicamente como uma solução para o conflito em Gaza, o nome da região sequer aparece no estatuto enviado ao Brasil. O documento refere-se a "qualquer conflito", o que daria a Donald Trump poderes para intervir em crises globais conforme seus próprios interesses. O assessor classificou a proposta como um "contrato de adesão", onde não há espaço para emendas ou negociações, apenas a submissão aos termos ditados pela Casa Branca.

O desenho institucional do grupo também foi alvo de repúdio. O formato assemelha-se ao do Conselho de Segurança da ONU, mas com uma diferença crucial: a presidência seria permanente e vitalícia dos Estados Unidos, sob o comando pessoal de Trump. Amorim destacou que essa concentração de poder é incompatível com a diplomacia brasileira e que nações europeias, como a França, Noruega e Suécia, já formalizaram sua recusa justamente por entenderem que o projeto mina a legitimidade internacional.

Além das questões estruturais, Celso Amorim expressou preocupação com a influência da extrema-direita americana. Embora minimize uma interferência direta de Trump nas instituições brasileiras, ele alertou que o Brasil precisa estar preparado para se defender da complexa rede de influência conservadora que opera nos Estados Unidos. A recusa ao conselho é, portanto, também um gesto de preservação da soberania nacional diante de um modelo de política externa centrado na figura do mandatário republicano.

No campo regional, Amorim aproveitou para reafirmar a postura pragmática do Brasil em relação à Venezuela, reiterando que o país reconhece Estados e não governos ideológicos. O foco do Itamaraty permanece na integração da América do Sul e na defesa do multilateralismo, posicionamento que colide frontalmente com a proposta de Trump. O Brasil não quer ser coadjuvante em uma "ONU paralela" onde a única voz que importa é a do presidente americano.

A negativa brasileira representa uma importante barreira diplomática ao projeto de Trump na América Latina. Ao apontar as falhas e as intenções ocultas no estatuto do Conselho da Paz, Amorim reforça o papel do Brasil como um defensor das normas internacionais estabelecidas. A mensagem enviada a Davos é clara: o país não aceita imposições disfarçadas de acordos de paz e continuará apostando no diálogo mediado pelas instituições globais legítimas.

Com informações do DCM

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