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A narrativa de "estado debilitado" que o bolsonarismo tenta emplacar para tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da cadeia não resiste a um olhar atento sobre o cotidiano na Papudinha. Longe de ser o enfermo que a família descreve, Bolsonaro desfruta de uma rotina que beira a normalidade de um clube de oficiais. Sem a solidão típica do cárcere, ele divide o pátio com rostos familiares: o ex-ministro Anderson Torres e o ex-chefe da PRF, Silvinei Vasques. O trio de condenados por tentativa de golpe mantém uma proximidade que ignora o rigor do isolamento, transformando o presídio em um reduto de conversas de corredor e afinidades políticas.
A alimentação do ex-mandatário é outro ponto que desmonta o discurso da fragilidade. Enquanto os detentos comuns dependem do cardápio padrão do sistema, Bolsonaro recebe diariamente marmitas personalizadas enviadas pela ex-primeira-dama Michelle. A dieta é rigorosa, equilibrada e nutritiva, garantindo que ele se alimente melhor do que a imensa maioria dos brasileiros. Entre uma refeição e outra, o entretenimento é garantido: o ex-presidente passa horas assistindo a competições esportivas na TV, mantendo-se mentalmente ativo e engajado com sua paixão pelo futebol.
Observadores do dia a dia carcerário são unânimes: a condição clínica de Bolsonaro é satisfatória e não há qualquer justificativa médica real que impeça o cumprimento da pena em regime fechado. O contraste entre o homem vigoroso que assiste a jogos e se alimenta bem e a imagem de "moribundo" projetada nas redes sociais é um insulto à inteligência pública. A saúde de Bolsonaro é estável, e a narrativa de doença é apenas uma ferramenta política de conveniência para forçar uma transferência para o regime domiciliar.
No entanto, os bastidores de Brasília fervem com a informação de que a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes atingiu níveis críticos. Rumores indicam que uma concessão de prisão domiciliar por "razões humanitárias" pode ser anunciada em breve. Se isso ocorrer, será o triunfo do conchavo sobre a justiça. Retirar um condenado saudável da Papudinha sob o pretexto de uma enfermidade inexistente abriria um precedente perigoso de impunidade seletiva, onde privilégios políticos se sobrepõem ao cumprimento da lei.
A realidade na Papudinha prova que o sistema está sendo testado por uma encenação teatral. A justiça não pode se deixar levar por diagnósticos de oportunidade que visam transformar um detento bem alimentado e socialmente ativo em uma vítima do sistema. Qualquer benefício concedido agora não terá base na medicina, mas sim na articulação política que busca livrar o líder da extrema-direita do acerto de contas com a democracia. A manutenção de Jair Bolsonaro no regime fechado é, antes de tudo, o reconhecimento de que a lei deve ser igual para todos, sem Marmitas VIP ou diagnósticos de fachada.
Com informações da Fórum
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