797 visitas - Fonte: O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira por 60 dias o inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir de forma indevida nas atividades da Polícia Federal. Na mesma decisão, o ministro deu prazo de cinco dias para a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestar sobre a necessidade do depoimento de Bolsonaro.
Na quinta-feira, o presidente comunicou ao STF que não deseja prestar depoimento no inquérito. Depois de receber o parecer da PGR, Moraes vai decidir se dispensa Bolsonaro de ser interrogado.
O inquérito foi aberto em abril, a partir da acusação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que Bolsonaro teria tentado interferir na PF ao demitir o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, com o objetivo de proteger familiares e aliados de investigações. A defesa do presidente nega as acusações.
O depoimento de Bolsonaro é uma das últimas diligências da Polícia Federal para concluir as investigações. Em junho, a PF enviou ofício ao STF comunicando a necessidade de interrogar o presidente. Como não há lei específica tratando do depoimento do presidente da República, houve impasse e o interrogatório ainda não ocorreu.
O ministro Celso de Mello, que se aposentou em outubro, era o relator do inquérito. Ele determinou que o depoimento fosse presencial. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu, pedindo que o presidente tivesse o direito de escolher dar explicações por escrito ou presencialmente. O plenário do STF começou a julgar o assunto, mas não terminou.
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