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14/6/2021 09:42

Fracasso e mentiras! A motociata de Bolsonaro não entrou para o livro dos recordes, o Guinness Book

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3312 visitas - Fonte: O Estadão

Postagens nas redes sociais afirmam que uma equipe do Guinness World Records — que certifica quebras de recordes mundiais — teria confirmado que a motociata liderada pelo presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 12, contou com 1.324.523 motos. No entanto, não há anúncio do Guinness sobre esse assunto em suas redes sociais ou no site oficial. A estimativa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo é que 12 mil motocicletas tenham percorrido o trajeto de 129 quilômetros entre a Capital e Jundiaí.



O dado de 1.324.523 motos foi divulgado por um organizador da motociata nas redes sociais. O Estadão Verifica entrou em contato com ele, mas não obteve resposta sobre mais detalhes da estimativa. Para comparação, o número citado é maior que toda a frota de motocicletas, motonetas e ciclomotores da cidade de São Paulo, que em abril de 2021 tinha 1.260.276 desses veículos registrados, segundo o Denatran.



Para conseguir reunir 1,3 milhão de motos, os organizadores teriam que convocar 62% de toda a frota de motocicletas, motonetas e ciclomotores dos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Atualmente, são 2.132.784 veículos desse tipo na região. Em todo o Estado, são 6.015.445 motos.



Imagine que todos os veículos que participaram do evento deste sábado fossem scooters da marca Honda, que têm comprimento de 1,73 m; imagine ainda que colocamos essas motos encostadas em fileiras de 15 unidades cada. Nesse caso, seriam necessários mais de 152 quilômetros de estrada para colocar 1,3 milhão de scooters uma atrás da outra, sem nenhum espaço entre elas.

Algumas postagens nas redes afirmam que “se metade das motocicletas tiveram 2 ocupantes, a estimativa (é) de aproximadamente 3,9 milhões de pessoas nas ruas, sem contar os que aplaudiam e acenavam nas ruas e estradas”. Essa conta, porém, não faz sentido. Se a motociata tivesse reunido mais de 1,3 milhão de motos, seria necessário ter três pessoas por veículo para chegar à marca de 3,9 milhões de participantes.

Mesmo que o Guinness tenha registrado a presença de mais de 1,3 milhão de motos, não haveria tempo hábil para ratificar o recorde. Devido ao grande volume de inscrições, a análise de pedidos para registrar novos recordes mundiais pode levar até 16 semanas, cerca de quatro meses. O tempo de espera máximo para verificar evidências que comprovem que um recorde foi quebrado é de outras 16 semanas.



É possível pagar uma taxa de US$ 1 mil para que o processo seja mais rápido — de qualquer forma, leva cinco dias para uma primeira resposta.

Para fazer a inscrição, é preciso que a tentativa envolva algo mensurável em dados objetivos, e que siga parâmetros replicáveis para quem quiser quebrar o recorde. É necessário ainda apresentar provas concretas que o recorde ocorreu.

Não encontramos um recorde anterior para maior “motociata” do mundo ou equivalentes. O Guinness registra recordes para desfiles de modelos específicos de motocicleta, como scooters elétricas, Harley Davidsons, Hondas e outras. É possível consultar recordes aqui.

Em uma postagem de 4 de junho no Instagram, o organizador da motociata, Jackson Villar, afirmou que o evento poderia entrar para o livro dos recordes. O post cita que o passeio poderia superar o rally de Sturgis, nos Estados Unidos. O site oficial do rally registra que mais de 750 mil pessoas compareceram ao evento em 2015, ao longo de 10 dias. O encontro de motociclistas de Sturgis não está registrado no Guinness.



O Estadão Verifica entrou em contato com a assessoria do Guinness, mas não teve resposta até a publicação desta checagem.

Motociata de Bolsonaro custou R$ 1,2 milhão aos cofres públicos
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que foram gastos mais de R$ 1,2 milhão com o reforço no policiamento para a motociata. Policiais das três forças de segurança estaduais foram convocados para garantir a segurança do presidente e a fluidez no trânsito.

O governo paulista autuou o presidente Bolsonaro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o deputado Coronel Tadeu e o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, por não terem usado máscara na manifestação.

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