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Em mais um passo rumo à justiça e transparência, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, agendou para 18 de outubro, às 18h, uma audiência de mediação entre o juiz Eduardo Appio, injustamente afastado da 13ª Vara Federal de Curitiba em maio, e os desembargadores Fernando Quadros da Silva e Vânia Hack de Almeida, ambos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
A decisão de Salomão ocorreu no contexto em que ele trouxe para o Conselho Nacional de Justiça o processo administrativo disciplinar contra Appio, que estava em andamento no TRF-4. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em uma decisão acertada, anulou a suspeição de Appio, decidida pelo TRF-4, e suspendeu o processo administrativo disciplinar.
Em alinhamento com a decisão de Toffoli, Salomão trouxe o processo disciplinar para ser avaliado no CNJ. Ele destacou a incongruência de processos disciplinares contra desembargadores do TRF-4 e contra a juíza Gabriela Hardt estarem no CNJ, enquanto o processo de Appio permanecia no TRF-4.
Salomão observou que há conexões entre o caso de Appio e outros casos envolvendo desembargadores e juízes ligados à Operação Lava Jato. A decisão de trazer o processo de Appio para o CNJ ocorreu simultaneamente ao encerramento da correição extraordinária na 13ª Vara Federal de Curitiba e na 8ª Turma do TRF-4, onde foram encontrados indícios de conluio com o objetivo de desviar valores bilionários.
Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades na destinação de R$ 22 bilhões obtidos pela "lava jato" em acordos de leniência. Salomão, em sua busca incansável por justiça, determinou a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para investigar a conduta de Moro e da juíza Gabriela Hardt na destinação de dinheiro da Petrobras sem critérios claros.
Com informações do Conjur
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