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O delegado Márcio Anselmo, que teve papel fundamental na operação Lava Jato, denunciou como "revanchismo" a decisão de reabrir um inquérito que investiga possíveis irregularidades no início da operação.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a defesa de Anselmo expressou preocupação com a reabertura da investigação, alegando falta de novas evidências ou fatos que justifiquem a decisão. A postura do juízo, segundo a defesa, parece ter um viés de retaliação contra os profissionais que estiveram à frente da Lava Jato.
O cerne da questão gira em torno de Meire Poza, contadora associada ao doleiro Alberto Youssef. Ela teria sido utilizada como "agente infiltrada" pela PF em 2014, sem formalização. Há suspeitas de que uma operação de busca e apreensão em seu escritório tenha sido forjada para validar provas fornecidas por ela em um processo judicial.
A matéria da Folha destaca que as investigações sobre o caso começaram em São Paulo e foram transferidas para Curitiba a pedido do Ministério Público Federal. Embora o inquérito tenha sido arquivado em 2017, o juiz Eduardo Appio, que atuava na vara da Lava Jato, decidiu reabri-lo em maio. No entanto, Appio foi afastado do cargo pela decisão do TRF-4, mas o ministro Dias Toffoli, do STF, reverteu essa decisão.
Atualmente, o juiz Appio enfrenta uma investigação disciplinar no CNJ. O caso, que voltou a ser sigiloso após o afastamento de Appio, aguarda uma decisão do relator no TRF-4.
Com informações do Brasil 247
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