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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Ultima Milha, que investiga o monitoramento ilegal de diversos indivíduos, entre eles jornalistas, advogados, políticos e opositores do governo Bolsonaro. Esse monitoramento foi realizado por um grupo de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante os três primeiros anos da gestão bolsonarista.
A operação tem como foco o uso irregular de um sistema confidencial de rastreamento de localização, denominado “FirstMile”, que operou sob a liderança do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dois servidores da Abin, Rodrigo Colli e Eduardo Arthur Yzycky, foram presos preventivamente. A PF indica que ambos tinham conhecimento da utilização desse sistema e teriam exercido pressões para evitar demissões em processos administrativos disciplinares. Eles podem responder por crimes como invasão de dispositivo informático, participação em organização criminosa e interceptação de comunicações sem autorização judicial.
Além das ações de busca, a PF solicitou ao STF o afastamento de servidores da Abin, incluindo diretores mantidos em seus cargos pelo atual chefe da agência, Luiz Fernando Corrêa, que está fora do Brasil. Os nomes dos alvos ainda não foram divulgados pela PF.
*Com informações do DCM
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