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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Última Milha com o intuito de investigar o uso indevido de um sistema de geolocalização de dispositivos móveis sem autorização judicial por servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A operação aponta que, sob a presidência do atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na Abin, durante o governo Bolsonaro, houve monitoramento ilegal de servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e até membros do STF.
A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, faz parte do inquérito das fake news. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diversos estados, além de dois mandados de prisão preventiva. Os servidores da Abin, Rodrigo Colli e Eduardo Arthur Yzycky, foram presos preventivamente, acusados de terem conhecimento do uso do sistema e de coagirem para evitar demissões em processos administrativos.
Os investigadores identificaram mais de 33 mil monitoramentos realizados pelos agentes da Abin, mas apenas 1.800 foram detalhados em um “controle de operações” interno. A PF busca entender por que as informações dos outros 31.200 monitoramentos foram apagadas e por ordem de quem.
O sistema em questão, denominado FirstMile, foi desenvolvido pela empresa israelense Cognyte. Considerado um software intrusivo, permitia monitorar até 10 mil celulares anualmente sem protocolo oficial ou autorização judicial. A empresa possui um escritório em Florianópolis (SC), que também foi alvo das buscas.
A Abin é responsável por produzir relatórios estratégicos para a Presidência da República, auxiliando nas tomadas de decisão sobre ameaças e potencialidades internas e externas ao país.
*Com informações do DCM
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