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Em um discurso recente na tribuna da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) buscou desacreditar acusações contra seu aliado, Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, que enfrenta uma ordem de prisão emitida por Alexandre de Moraes do STF, sob a suspeita de envolvimento em conspirações antidemocráticas. A detenção foi justificada pelo risco de fuga, já que Martins supostamente deixou o Brasil no final de 2022, antes da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A defesa de Martins argumenta que ele não abandonou o país nessa época, negando qualquer intenção de fuga. Contudo, Eduardo Bolsonaro ampliou a controvérsia ao apelar a autoridades americanas em seu discurso, insinuando que a acusação de Moraes também implicaria negligência por parte das agências de controle migratório dos EUA.
Eduardo disse: "Queria que esse meu discurso chegasse não só à Voz do Brasil mas também ao FBI, ao TSA, ao Border Patrol, todas as autoridades americanas, porque Alexandre de Moraes está acusando indiretamente vossas excelências de um descaso com seu controle migratório."
Contudo, a polêmica se aprofundou com a revelação de que existem registros oficiais da entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, pela cidade de Orlando, segundo divulgado pelo jornalista Guilherme Amado
O documento em questão é o formulário I-94, utilizado pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA para monitorar a entrada e saída de não-cidadãos americanos.
Essa evidência contradiz a narrativa de Eduardo Bolsonaro e sua defesa de Martins, colocando em cheque suas acusações contra o controle migratório dos EUA e levantando questões sobre a credibilidade de suas declarações.
Com informações da Fórum
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