O clã Bolsonaro entrou em um processo de autofagia pública que beira o entretenimento para quem defende a democracia. Carlos Bolsonaro, o "02", utilizou suas redes sociais para disparar ataques diretos contra a madrasta, Michelle Bolsonaro, sugerindo que ela está sendo financiada por interesses externos — as "verdinhas", em alusão ao dólar — para trair e desafiar a liderança de Jair Bolsonaro. O clima de desconfiança mútua entre o enteado e a ex-primeira-dama agora é alimentado por acusações de mercenarismo político, expondo que o "projeto de família" nunca passou de uma conveniência pelo poder.
Carlos resgatou postagens antigas para provar que sua teoria conspiratória de traição doméstica tem fundamentos sólidos. Segundo o vereador carioca e dirigente do PL em Santa Catarina, Michelle não está apenas tentando isolar os filhos do ex-capitão, mas sim medir forças diretamente com o marido, que segue preso na Papudinha. Para o "02", as movimentações de Michelle, como o apoio à deputada Caroline de Toni, são peças de um "tabuleiro" onde a lealdade familiar foi vendida por maços de dinheiro estrangeiro.
Veja:
Insisto: o objetivo não é medir forças com os filhos de Jair Bolsonaro, mas com ele mesmo. De tão surreal, eu não acreditaria se não conhecesse. Hoje, eu já creio que há outras verdinhas coincidências no tabuleiro. pic.twitter.com/DjUBqLH1Fr
O tom das mensagens de Carlos é de puro desespero e amargura. Ele afirma que o que antes era apenas uma insinuação nos bastidores agora se tornou um fato "escancarado" e impossível de esconder. A guerra de narrativas dentro da casa dos Bolsonaro mostra que, com o líder inelegível e atrás das grades, sobrou apenas a disputa carniceira pelo espólio político e pelos recursos do fundo partidário do PL, transformando o jantar de domingo em um campo de batalha financeiro.
Michelle Bolsonaro, que tenta construir uma imagem de liderança feminina autônoma no PL Mulher, é vista por Carlos como uma ameaça dissimulada. O uso da expressão "verdinhas" sugere que o filho do ex-presidente acredita que a madrasta se tornou um cavalo de Troia dentro do partido, operando para substituir a influência de Jair Bolsonaro em troca de vantagens econômicas. É a derrocada moral de um grupo que sempre usou a "família" como escudo para esconder suas verdadeiras intenções.
A exposição desse conflito nas redes sociais é o golpe final na suposta harmonia do bolsonarismo. Carlos Bolsonaro deixa claro que o alvo da madrasta é o próprio pai, o que configura, na visão dele, uma traição imperdoável. Enquanto os apoiadores mais radicais tentam entender quem seguir, a cúpula da extrema direita se digladia publicamente, provando que a fidelidade entre eles dura apenas enquanto o dinheiro e o poder estão garantidos.
Este novo capítulo da novela bolsonarista reforça que o grupo está em frangalhos. Enquanto o governo Lula trabalha para pacificar o país, os herdeiros do retrocesso se perdem em acusações de suborno e traição conjugal-política. O tabuleiro de "verdinhas" citado por Carlos Bolsonaro é o retrato fiel de um movimento que, sem o poder da máquina pública, se volta contra os seus próprios integrantes em uma busca frenética por sobrevivência.
Com informações do DCM
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