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O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e o general Estevam Theophilo ofereceram relatos contraditórios à Polícia Federal sobre uma reunião a mando do ex-presidente Jair Bolsonaro, visando discutir uma potencial intervenção golpista, revela O Globo. Enquanto Freire Gomes declarou ter apenas autorizado a participação de Theophilo após um convite de Bolsonaro, Theophilo sustentou que foi diretamente ordenado pelo então comandante a comparecer ao Palácio da Alvorada.
Segundo apurado, Theophilo foi identificado como parte de um grupo seleto de oficiais de alta patente implicados na conspiração golpista, estando no comando do Comando de Operações Terrestres (Coter) na época. Um relatório da PF destaca um encontro de Theophilo com Bolsonaro, onde teria concordado com o golpe sob condição de uma assinatura presidencial formal.
Freire Gomes, por sua vez, se viu pressionado a explicar sua postura diante dos eventos golpistas. Em seu depoimento, afirmou ter se oposto à tentativa de golpe e detalhou que Bolsonaro lhe apresentou duas versões de um documento golpista, destinado a justificar a ação. A discordância entre os relatos dos generais sublinha a complexidade da situação e o envolvimento de figuras militares de alto escalão na trama golpista.
A participação de Theophilo na reunião, facilitada por Freire Gomes sob ordens de Bolsonaro, e as revelações feitas ao longo das investigações da Polícia Federal, expõem a profundidade do planejamento e das intenções golpistas dentro do governo anterior, desafiando a estabilidade democrática do país.
Com informações do DCM
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