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O recém-empossado presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Nikolas Ferreira (PL-MG), conhecido por suas posições ideológicas alinhadas ao bolsonarismo, nunca propôs legislações diretamente relacionadas à educação. Desde que assumiu seu mandato, Ferreira apresentou sete projetos, mas nenhum voltado para o setor educacional, apesar de agora liderar a comissão que avalia importantes proposições educacionais, realiza debates e convoca especialistas, incluindo o ministro da Educação.
A indicação de Nikolas para o cargo tem causado inquietação entre outros parlamentares, preocupados com a possibilidade de que as discussões da comissão sejam dominadas por pautas ideológicas, comprometendo a avaliação de temas essenciais para o desenvolvimento educacional do país. Uma das prioridades anunciadas por ele para a comissão é o debate sobre o "homeschooling", uma pauta defendida por setores conservadores e religiosos.
Condenado anteriormente por transfobia, Nikolas Ferreira é um crítico ferrenho da chamada “ideologia de gênero”. Durante sua gestão, deverá encaminhar a definição de um novo Plano Nacional de Educação (PNE), que orientará as metas do país para a educação nos próximos dez anos. A discussão promete ser acirrada, especialmente considerando a mobilização de setores conservadores contra inclusões de gênero no plano anterior.
Além de suas atividades na comissão, Ferreira também ocupa a vice-presidência de uma frente parlamentar que combate a suposta doutrinação ideológica nas escolas. O deputado tem histórico de compartilhar informações falsas sobre o sistema educacional, incluindo a alegação infundada de que o presidente Lula teria implementado banheiros unissex nas escolas.
Com informações do DCM
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