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Na véspera de seu depoimento à Polícia Federal, a situação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, parece cada vez mais complicada. Investigado por seu suposto envolvimento em planos de subversão democrática, Cid vê sua trajetória no Exército Brasileiro sob uma nuvem de incerteza. Atualmente afastado, mas ainda vinculado à instituição, ele figura em uma lista de tenentes-coronéis sob avaliação para promoção. No entanto, a possibilidade de sua promoção é cada vez mais remota, dada a gravidade das acusações que pesam contra ele.
Generais próximos ao caso expressaram, sob condição de anonimato, uma preferência discreta para que Cid seja formalmente indiciado ou denunciado antes da conclusão das avaliações de promoção. Tal desenvolvimento jurídico eliminaria qualquer possibilidade de promoção, evitando pressões da ala mais radical do Exército ativo e da reserva. A perspectiva de Cid ser promovido enquanto enfrenta acusações tão sérias tem gerado tensão e divisão na Força.
O cenário para Mauro Cid é cada vez mais desolador. Altos oficiais do Exército, consultados sobre a situação, sugerem que ele será provavelmente excluído da lista de promovidos. Isso o deixaria em uma espécie de limbo profissional, aguardando a decisão final da Justiça sobre seu caso. "A carreira do Cid acabou", afirmou um dos generais, ilustrando a visão predominante entre os altos escalões militares sobre o destino de Cid.
Com seu depoimento iminente e a possibilidade de consequências legais graves, o futuro de Mauro Cid no Exército parece selado. Seu caso é um lembrete sombrio das linhas vermelhas que não devem ser cruzadas, mesmo (ou especialmente) por aqueles em posições de comando nas estruturas de defesa da nação.
Com informações do jornal O Globo
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