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Um cidadão brasileiro, Alexandre Hideaki Miura, foi capturado pela Polícia Militar de São Paulo por sua participação em um crime brutal ligado à Yakuza, a organização criminosa japonesa, culminando na condenação a 30 anos de prisão pelo sequestro seguido de morte de um empresário no Japão, em 2001. Miura, juntamente com outros brasileiros e membros japoneses da Yakuza, arquitetou um plano onde se disfarçaram para executar o sequestro, agressão e assassinato de Harumi Inagaki na cidade de Nagoya.
O crime foi meticulosamente planejado, com os envolvidos ocultando o corpo da vítima em um barril preenchido com cimento antes de despejá-lo em um rio, um método que revela a brutalidade e frieza dos criminosos. Harumi Inagaki, que tinha ligações com a Yakuza, foi visado por motivos de vingança e extorsão, ressaltando as perigosas dinâmicas internas da organização.
Após o crime, Miura e os demais brasileiros envolvidos fugiram para o Brasil, aproveitando-se da legislação que impede a extradição de nacionais acusados de cometerem crimes no exterior. Entretanto, em um esforço de cooperação internacional, as autoridades japonesas enviaram toda a documentação necessária traduzida para o português, permitindo que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal em São Paulo dessem continuidade à investigação e ao processo legal.
A prisão de Miura representa um importante passo na luta contra a impunidade e reforça a mensagem de que crimes graves, mesmo quando cometidos além das fronteiras nacionais, não serão ignorados pelas autoridades brasileiras. Este caso destaca também a necessidade de colaboração internacional na persecução penal de indivíduos envolvidos em atividades criminosas transnacionais.
Com informações do DCM
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