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A situação em Muçum, Rio Grande do Sul, se agrava com cada nova chuva, levando os moradores a questionarem a viabilidade de permanecerem em suas casas. Pela terceira vez em menos de um ano, a cidade enfrentou enchentes devastadoras, desta vez levando Cassiano Baldasso e outros residentes a decidirem deixar suas casas definitivamente. A recorrência desses eventos provoca uma reflexão urgente sobre o planejamento urbano e a relação com os ambientes fluviais.
Marcelo Dutra, ecólogo e professor da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), aponta que não é mais possível ignorar a necessidade de realocar infraestruturas urbanas para áreas seguras. Ele defende uma mudança drástica na gestão das cidades afetadas, sugerindo que algumas delas precisam ser reconstruídas em locais menos vulneráveis a inundações. Este é um passo essencial para garantir a segurança a longo prazo e evitar a repetição dessas catástrofes.
A situação dramática de Muçum reflete uma crise mais ampla no Vale do Taquari, onde outras cidades também enfrentam desafios semelhantes. A resposta a essa crise exigirá não apenas medidas emergenciais, mas também um planejamento estratégico e sustentável que considere as novas realidades climáticas e geográficas.
O prefeito de Muçum já considera proibir reconstruções em áreas de risco e planeja realocar parte significativa da cidade. Essas decisões são reflexo de um entendimento emergente de que é necessário respeitar e adaptar-se aos limites impostos pela natureza, em vez de desafiá-los.
Com informações da Reuters
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