737 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O esquema criminoso que operava nas sombras do Banco Master atingiu um novo patamar de absurdo ao envolver até propriedades do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho. Investigadores do Ministério Público Federal e da Polícia Federal descobriram que dois terrenos do ex-atleta em Porto Alegre foram usados como fachada para uma captação fraudulenta de R$ 330 milhões. O dinheiro, que deveria ser destinado ao desenvolvimento imobiliário, foi desviado em um circuito fechado para alimentar fundos da própria instituição financeira, revelando a face mais sórdida da especulação predatória que marcou a gestão desse grupo ligado ao submundo bolsonarista.
A fraude funcionava através da emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) pela Base Securitizadora para a empresa S&J Consultoria. Esses títulos de renda fixa deveriam antecipar recursos para obras reais, mas, na prática, serviam apenas para inflar artificialmente o patrimônio do Master. O banco era o único cotista do fundo que concedia os empréstimos e, logo em seguida, as empresas repassavam o montante para a gestora Reag — outra aliada que acabou liquidada pelo Banco Central por irregularidades gravíssimas e falta de solidez.
O mais estarrecedor é que Ronaldinho Gaúcho sequer sabia que seu nome estava sendo usado nessa engenharia financeira criminosa. A defesa do ex-jogador confirmou que as negociações imobiliárias para os terrenos foram canceladas ainda em 2021 devido a problemas ambientais e dívidas de IPTU. Ou seja, o grupo criminoso utilizou áreas vazias e paralisadas como "garantia" para atrair investidores e enganar o mercado, enquanto os recursos circulavam sem gerar qualquer valor real, servindo apenas para sustentar indicadores patrimoniais mentirosos.
Segundo o ministro Dias Toffoli, do STF, o rombo provocado por essa modalidade de fraude pode chegar a R$ 1 bilhão. As empresas envolvidas, como a Base e a S&J, possuem ligações diretas com figuras que transitavam livremente no mercado financeiro sob o manto da impunidade que reinava em Brasília até pouco tempo atrás. A estratégia de usar "ativos de fachada" permitia ao banco alavancar operações bilionárias, enganando órgãos de controle enquanto os verdadeiros arquitetos do esquema se locupletavam com a movimentação de papéis sem lastro.
A Polícia Federal agora mira os responsáveis por essas empresas, incluindo César Reginato Ligeiro, que gerencia as entidades no centro do escândalo. Enquanto os defensores desse modelo econômico de "ganho fácil" alegam que operam dentro da lei, as investigações mostram um cenário de corrupção sistêmica que lesa o sistema financeiro nacional. A utilização de nomes famosos e propriedades de luxo era apenas a isca para manter a pirâmide financeira funcionando sob a vigilância cúmplice de quem defendia o vale-tudo no mercado de capitais.
Este caso reforça a necessidade da fiscalização rigorosa que o governo popular tem devolvido às instituições. Sob o comando de órgãos de controle fortalecidos, as fraudes do Banco Master estão sendo desmontadas, provando que nem mesmo figuras de renome internacional estão imunes a serem usadas como massa de manobra por banqueiros inescrupulosos. O desfecho dessa investigação é um recado claro: a era dos bilionários de papel e das garantias fictícias acabou, e a responsabilidade criminal baterá à porta de quem transformou o Brasil em um balcão de negócios escusos.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.