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Um major da Polícia Militar de Goiás sofreu graves lesões e entrou em coma após ser submetido a tortura durante um treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) denominado "Momento Pedagógico". O incidente, que ocorreu em outubro de 2021, veio à tona por meio de uma investigação jornalística do portal Metrópoles.
O oficial foi severamente agredido com varas e açoites durante três dias consecutivos na Base Aérea de Anápolis. Após o abuso, ele desmaiou e foi hospitalizado em estado crítico, apresentando uma condição rara conhecida como rabdomiólise, que ameaça severamente a função renal devido à liberação de uma proteína nos músculos danificados.
A Corregedoria da PM-GO e o Ministério Público de Goiás apresentaram acusações de tortura e tentativa de homicídio contra sete policiais envolvidos no treinamento. Apesar das severas acusações, todos os envolvidos permanecem em atividade, e três deles foram apenas submetidos a 12 horas de serviço comunitário.
O militar foi transferido secretamente para outro hospital, onde um dos responsáveis pelo curso, o Coronel David de Araújo Almeida Filho, forneceu um falso diagnóstico de Covid-19 para justificar sua condição. O major recebeu alta, mas teve de ser internado novamente devido a uma infecção, e ainda sofre de sérias sequelas físicas e emocionais.
Esta brutalidade não só resultou em danos físicos e psicológicos ao major, mas também levantou preocupações significativas sobre a conduta e a supervisão dentro das unidades especiais da polícia. O caso destaca a necessária reflexão e reforma nas práticas de treinamento policial, assegurando que tais abusos não se repitam.
Com informações da Fórum
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