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Um estudo recente divulgado pela Fundação Friedrich Ebert no Brasil expõe a influência desmedida do agronegócio na política pública brasileira, particularmente na gestão ambiental. Pesquisado por Marco Antonio Mitidiero Junior e Yamila Goldfarb, o estudo intitulado “Mudança Climática, Energia e Meio Ambiente - O Agro não é Tech, o Agro não é Pop e muito Menos Tudo” revela como o setor agropecuário constrói a narrativa de ser um pilar da modernidade econômica, enquanto pratica ações que contribuem pouco para o bem-estar do país e agravam problemas ambientais.
A pesquisa aponta como o agronegócio tem manipulado leis e políticas para favorecer desmatamentos e ocupações de áreas protegidas, exacerbando problemas como enchentes devastadoras, como as recentemente ocorridas no Rio Grande do Sul. O estudo destaca o contraste entre a retórica de progresso do setor e a realidade de suas práticas que prejudicam tanto o meio ambiente quanto a população local.
Os dados mostram que o agronegócio exerce poder considerável sobre o Congresso Nacional, com uma representação majoritária que facilita a aprovação de leis favoráveis às suas operações. A análise revela uma série de projetos de lei que diminuem a proteção ambiental e promovem interesses de grandes proprietários de terra, sem considerar as consequências sociais ou ambientais.
Entre os projetos destacados estão o PL 3334/2023, que reduz a reserva legal na Amazônia Legal, e o PL 364/2019, que elimina proteções para campos nativos e outras formações não florestais. Essas medidas são criticadas por especialistas como agravantes da crise climática e potenciais desencadeadores de mais catástrofes ambientais.
Além disso, o setor é criticado por sua contribuição significativa para a persistência de práticas de trabalho análogo à escravidão no Brasil. O estudo aponta que, mesmo contribuindo com uma parcela pequena para o PIB nacional e gerando poucos empregos, o agronegócio continua a receber vastos benefícios fiscais, enquanto promove uma imagem de vitalidade econômica desproporcional à realidade.
A publicação do estudo visa a coincidir com o Dia Mundial de Combate à LGBTfobia, destacando a urgência de se repensar as políticas públicas para garantir que não apenas o meio ambiente, mas também os direitos humanos sejam respeitados no Brasil.
Com informações da Fórum
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