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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, optou por não incluir na pauta da próxima sessão do CNJ, marcada para terça-feira (21/5), o caso envolvendo o senador Sergio Moro e a ex-juíza Gabriela Hardt. A expectativa era que a análise, interrompida por um pedido de vista pelo próprio Barroso, fosse retomada nesta data. No entanto, ainda será necessário aguardar uma futura sessão para que os conselheiros do CNJ decidam sobre a abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os envolvidos.
Caso o PAD seja aprovado contra Hardt, ela poderá enfrentar sanções que variam desde advertência até demissão. Para Moro, que já deixou a magistratura, um arquivamento ou um encaminhamento para investigação pelo Ministério Público Federal são as opções possíveis, dependendo das evidências de práticas criminosas identificadas.
A última sessão do CNJ, realizada em 16 de abril, revogou o afastamento temporário de Hardt e do juiz Danilo Pereira Júnior, atual responsável pela Operação Lava Jato, mas manteve afastados os desembargadores Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, ambos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Esse afastamento foi uma cautela adotada pelo corregedor Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, após constatar irregularidades na atuação desses magistrados, desalinhadas com as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão de Barroso de adiar a análise do caso no CNJ coincide com um momento delicado, pois também ocorre paralelamente ao julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Alexandre de Moraes, sobre a cassação do mandato de Moro. Este julgamento trata das ações que acusam o ex-juiz de abuso de poder econômico e político durante sua campanha eleitoral em 2022.
Com informações do Metrópoles
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