Campos Neto afirma que não deve satisfações ao governo sobre política monetária

Portal Plantão Brasil
18/5/2024 10:00

Campos Neto afirma que não deve satisfações ao governo sobre política monetária

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu a autonomia da instituição em relação às suas decisões sobre política monetária, em uma recente entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. Campos Neto destacou não haver necessidade de consultar o governo sobre as alterações nas diretrizes econômicas, uma prática que se manteve constante em sua gestão e nas anteriores.

"É uma prerrogativa do Banco Central, que tem autonomia. Nunca fiz isso no governo anterior e com certeza não planejo fazer neste", afirmou Campos Neto, reiterando que a independência do Banco Central é fundamental para a credibilidade e eficácia da política monetária brasileira.

A entrevista veio após uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que decidiu, por uma margem estreita, reduzir o ritmo de cortes na taxa básica de juros, a Selic. A decisão gerou divisões no Banco Central e diversas interpretações no mercado. "Chegamos à conclusão de que era importante que cada um pudesse expressar sua opinião. A reunião foi baseada em aspectos técnicos", explicou o presidente do Banco Central.

Campos Neto também abordou questões sobre a comunicação da instituição, reconhecendo a necessidade de adaptar-se às mudanças de mercado e garantir que todas as mensagens cheguem simultaneamente aos interessados. "Não existe uma regra de consulta prévia entre nós. Cada um tem liberdade de expressão dentro do colegiado", disse.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de adotar um formato de comunicação semelhante ao do Federal Reserve dos Estados Unidos, que inclui conferências de imprensa após as reuniões do comitê, Campos Neto foi cauteloso. "A experiência do Fed não é totalmente aplicável aqui. Estamos buscando a melhor forma de comunicação que se adapte à nossa realidade", comentou.

A respeito dos futuros cortes da Selic e da estabilização da dívida fiscal, o presidente do Banco Central sublinhou a importância da serenidade e da observação cuidadosa das variáveis econômicas antes de tomar novas decisões. "Dado que a credibilidade fiscal do país está sob escrutínio, se as políticas fiscal e monetária não estiverem alinhadas, o custo para desinflar a economia pode ser maior", concluiu.

Com informações do jornal Estado de S. Paulo

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