MALAFAIA VIRA RÉU após chamar cúpula do Exército de "cambada de covardes"

Portal Plantão Brasil
7/1/2026 10:10

MALAFAIA VIRA RÉU após chamar cúpula do Exército de "cambada de covardes"

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um passo decisivo para responsabilizar o pastor Silas Malafaia por sua retórica agressiva e golpista. O magistrado intimou o líder religioso a apresentar sua defesa, no prazo de 15 dias, em uma ação penal movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Malafaia é acusado de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva, após um discurso inflamado na Avenida Paulista, em abril de 2025, onde chamou a alta cúpula militar de "cambada de frouxos, covardes e omissos".
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A denúncia, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, sustenta que Malafaia não apenas ofendeu o decoro dos generais, mas também imputou falsamente a eles o crime de prevaricação. O ataque ganhou dimensões ainda maiores ao ser impulsionado pelas redes sociais do pastor, alcançando centenas de milhares de visualizações e alimentando a engrenagem de desinformação do bolsonarismo. Por essa razão, Moraes vinculou o caso aos inquéritos das fake news e das milícias digitais, reforçando que ataques às instituições e aos seus membros fazem parte de uma estratégia coordenada para desestabilizar a democracia.

Mesmo sob a pressão do Judiciário, Malafaia manteve a postura beligerante. Ao ser notificado em pleno recesso, o pastor reagiu com novas ofensas, chamando o procurador-geral de "capacho subserviente" de Alexandre de Moraes. Em uma tentativa de se esquivar do julgamento na Suprema Corte, ele questionou a competência do STF, alegando não possuir foro privilegiado e tentando rotular seus crimes contra a honra como "liberdade de expressão". No entanto, a conexão direta de suas falas com os atos golpistas liderados pelo agora preso Jair Bolsonaro mantém o caso sob a relatoria de Moraes.

O isolamento de Malafaia reflete o racha entre a extrema-direita radical e os setores das Forças Armadas que optaram por respeitar a legalidade constitucional. Ao atacar generais de quatro estrelas por não "marcarem posição" — um eufemismo para o apoio ao golpe —, o pastor se colocou em rota de colisão direta com os militares que hoje auxiliam na manutenção da ordem republicana. Seus embates públicos não poupam nem mesmo antigos aliados, como o general Hamilton Mourão, demonstrando que o radicalismo bolsonarista não aceita nada menos que a submissão total das instituições aos seus interesses.

Com Bolsonaro cumprindo sua pena de 27 anos na Superintendência da PF, Malafaia tenta se manter como um dos últimos porta-vozes da agitação extremista nas ruas. Contudo, a intimação de Moraes sinaliza que a "licença para ofender" está expirada. A justiça brasileira, sob a liderança do STF e com o apoio da PGR, demonstra que a imunidade religiosa não serve de escudo para a prática de crimes de opinião e ataques à honra de autoridades brasileiras. O desfecho desta ação penal será um marco importante para definir os limites da responsabilidade de lideranças que utilizam o púlpito e o palanque para incitar o ódio.

O processo segue agora para a fase de defesa, enquanto Malafaia continua a usar suas plataformas digitais para posar de perseguido político. Entretanto, a robustez das provas — incluindo vídeos do próprio pastor proferindo os ataques — dificulta a narrativa de inocência. O país observa se o "conluio" que o pastor alega existir é, na verdade, apenas a aplicação rigorosa da lei contra quem, por tanto tempo, acreditou estar acima dela.

Com informações da Fórum

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