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O agronegócio brasileiro emerge como o grande vencedor nacional do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, selado nesta sexta-feira (9). O tratado, que cria uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, prevê a eliminação imediata ou gradual das tarifas de importação para 77% dos produtos agropecuários que o bloco sul-americano vende aos europeus, abrindo um mercado de 451 milhões de consumidores de alto poder aquisitivo para setores estratégicos do Brasil.
Entre os principais beneficiados está a cadeia da carne bovina. Pelo acordo, a chamada cota Hilton, para cortes nobres, terá sua tarifa de 20% zerada. Para os outros tipos de carne, que hoje pagam 12,8% mais uma taxa específica, a isenção também será total. O Brasil, junto com Argentina, Uruguai e Paraguai, poderá exportar conjuntamente até 99 mil toneladas anuais ao bloco europeu com uma tarifa inicial reduzida a 7,5%.
O café, segundo produto mais vendido para a UE em valor, também ganha vantagem significativa. Enquanto o grão já entra sem tarifa, o café solúvel e o torrado e moído, hoje tributados em 9% e 7,5% respectivamente, terão essas alíquotas totalmente eliminadas em um prazo de quatro anos. Produtos como peixes, crustáceos, frutas e óleos vegetais igualmente se beneficiarão da redução tarifária progressiva.
A soja, principal commodity agrícola brasileira exportada para a Europa, manterá o status atual, pois já usufrui de tarifa zero há anos para grão e farelo. O acordo, portanto, não altera esse cenário, mas consolida o acesso preferencial. Com a criação de um mercado integrado de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a 22 trilhões de dólares, o setor agropecuário nacional se posiciona para uma expansão histórica de suas exportações, reforçando o papel do Brasil como potência alimentar global.
Com informações do G1
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