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O cerco fechou definitivamente para Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro que comandava as operações obscuras do Banco Master. Com suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça desde 18 de novembro, o investigado agora recorre a uma rede de "amigos" e ex-parceiros comerciais para custear suas despesas pessoais. Segundo a Polícia Federal, esse apoio financeiro informal está sob monitoramento, pois envolve figuras que já mantiveram relações de negócios com o mentor da organização criminosa, evidenciando que os tentáculos do esquema ainda tentam garantir o conforto do líder preso.
A situação de Vorcaro se agravou nesta quarta-feira com a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, foi autorizado um bloqueio histórico de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões. A ofensiva da PF não se limitou ao confisco financeiro: foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados, visando desmantelar a estrutura de apoio que permitia a continuidade das práticas ilícitas e ocultação de patrimônio por parte do clã financeiro.
As investigações apontam que Vorcaro liderava uma sofisticada organização criminosa especializada em injetar títulos de crédito falsos no Sistema Financeiro Nacional. O esquema, que gerou prejuízos bilionários a instituições como o BRB, envolvia crimes de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais. A estratégia da Polícia Federal agora foca na recuperação desses ativos para ressarcir o erário e as vítimas das manobras que sustentaram o império de papel construído pelo ex-banqueiro bolsonarista.
A prisão de Vorcaro, ocorrida ainda na primeira fase da operação, não foi suficiente para paralisar totalmente suas conexões, o que motivou a nova onda de bloqueios. A PF acredita que o uso de terceiros para pagar contas pessoais é uma tática de sobrevivência para manter o estilo de vida elevado enquanto o patrimônio oficial está sob custódia estatal. Essa rede de auxílio está sendo rigorosamente mapeada, pois pode configurar nova tentativa de lavagem de dinheiro e obstrução da justiça, agravando ainda mais a pena do investigado.
O bloqueio de quase R$ 6 bilhões é um dos maiores já registrados no combate a crimes financeiros no Brasil. Ele atinge imóveis, veículos de luxo e contas de laranjas que eram usados para camuflar o lucro obtido com a emissão de créditos podres. A determinação do STF em manter a Compliance Zero em ritmo acelerado sinaliza que não haverá tolerância com as aventuras financeiras que colocam em risco a estabilidade do sistema bancário brasileiro, especialmente quando envolvem instituições públicas.
Agora, isolado e dependendo da caridade de antigos aliados, Daniel Vorcaro simboliza a queda dos "donos do mercado" que acreditavam estar acima da lei. A operação continua em busca de novos ativos ocultos no exterior, enquanto o ex-banqueiro aguarda o julgamento pelas fraudes monumentais que assombraram o setor financeiro nos últimos anos. O destino de quem usou o sistema para enriquecer ilicitamente parece ser, finalmente, o acerto de contas com o rigor do Estado Democrático de Direito.
Com informações do DCM
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