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O governo brasileiro adotou uma postura de cautela e decidiu aguardar o posicionamento de outros países antes de responder ao convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o presidente Lula integre um conselho internacional de paz voltado à Faixa de Gaza. Segundo informações do jornal O Globo, a maioria dos países convidados tem seguido a mesma linha, analisando os termos do documento – apresentado como um projeto fechado, sem abertura inicial para negociações – e observando as reações internacionais. Apenas a Argentina, sob Javier Milei, é apontada como mais propensa a aderir rapidamente à iniciativa.
Entre as principais preocupações do Itamaraty estão a concentração de poder na presidência do conselho, que seria exercida por Trump com a possibilidade de mandatos vitalícios, e o mecanismo de participação permanente mediante o pagamento de US$ 1 bilhão. A ausência de representantes palestinos entre os membros anunciados também é vista como uma lacuna grave, que levanta dúvidas sobre a legitimidade e a eficácia do fórum. Além disso, há receio de que a proposta possa esvaziar o papel da ONU em processos de paz e mediação.
O governo brasileiro ainda busca esclarecer o escopo exato do conselho – se limitado a Gaza ou com ambições mais amplas – e aguarda informações sobre procedimentos formais de adesão e prazos. A decisão final de Lula levará em conta não apenas o conteúdo da proposta, mas também a reação da comunidade internacional e os impactos diplomáticos de uma eventual participação, em alinhamento com os princípios multilaterais da política externa brasileira.
Com informações do jornal O Globo
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