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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou registros em vídeo acompanhando as obras de um complexo projetado para a execução por enforcamento de palestinos condenados por crimes de terrorismo. Durante a vistoria no canteiro de obras, o integrante do governo destacou as fundações do local e afirmou que a estrutura contará com áreas reservadas para que familiares de vítimas acompanhem as execuções.
A implementação da estrutura ocorre na sequência da aprovação de uma nova legislação no Parlamento israelense, que estabelece a pena de morte em tribunais militares para palestinos enquadrados em artigos específicos de terrorismo. A norma fixa a pena capital como regra, reservando a prisão perpétua somente a casos em que o tribunal justificar circunstâncias excepcionais.
A medida enfrenta acusações de caráter discriminatório por conter dispositivos operacionais que, na prática, isentam cidadãos judeus da mesma punição. A legislação limita o uso da pena de morte aos homicídios praticados com a intenção explícita de negar a existência do Estado de Israel, critério que não alcança extremistas judeus processados por atos análogos.
Entidades internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internacional, e representantes diplomáticos de diversos países condenaram a iniciativa. Países como França e Irlanda aplicaram sanções contra o ministro, que acumula histórico de condenações por incitação ao racismo e apoio a grupos extremistas locais.
Paralelamente ao anúncio das instalações de enforcamento, declarações recentes de Itamar Ben-Gvir defendendo execuções em massa na Faixa de Gaza voltaram a provocar protestos de autoridades da Organização das Nações Unidas e de chanceleres europeus. As manifestações públicas do ministro ocorrem em um momento de intensificação das pressões diplomáticas sobre as ações e políticas do governo israelense nos territórios ocupados.
Assista ao vídeo:
Ben Gvir, ministro de interior de Israel: "Prometí aprobar una ley de pena de muerte para los palestinos y lo hice, ahora estoy construyendo una instalación para ejecutarlos, pondré cámaras y se podrá ver cómo mueren en directo".
— Julián Macías Tovar (@JulianMaciasT) August 19, 2026
Psicópatas genocidas.pic.twitter.com/wjsiHQAnsI