Gilmar Mendes apadrinha no CNJ advogado da sua mulher

Portal Plantão Brasil
16/8/2016 17:43

Gilmar Mendes apadrinha no CNJ advogado da sua mulher

Gilmar quer colocar advogado da sua mulher no Conselho Nacional de Justiça

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3004 visitas - Fonte: Folha de São Paulo

Jornal GGN - A Folha de S. Paulo desta terça (16) destaca que o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes tem sondado senadores para falar bem do advogado Henrique Ávila, candidato a uma cadeira no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Ávila, segundo o jornal, é sócio de Sergio Bermudes em um escritório de advocacia onde também trabalha a mulher de Gilmar, Guiomar Feitosa Lima Mendes.



O ministro teria focado em senadores de partidos com os quais tem proximidade, como PSDB e DEM, para promover a candidatura de Ávila [foto ao lado].



Caberá ao Senado decidir quem será o novo conselheiro, ocupando a vaga deixada por Fabiano Silveira - que abriu mão do cargo para ser ministro da Transparência de Michel Temer. O mandato no CNJ vai até julho de 2017.



Segundo a Folha, concorre com Ávila o advogado de carreira do Senado Octavio Orzari, que vem contando com ajuda de outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski. O jornal assinalou que a abordagem do presidente da Corte junto aos senadores vem sendo mais discreta justamente por Lewandowski comanda o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff.



Orzari atuou como assessor de Lewandowski por um período de quase dois anos no Tribunal Superior Eleitoral. Aluno do ministro da época da USP, Orzari conta com a simpatia de senadores de partidos como PT, PCdoB e PSB.



Segundo o colunista Leandro Mazzini (UOL), Lewandowski também teria como indicação sua secretária no Supremo, Fabiane Duarte.



"Duas associações de magistrados, a AMB – dos Magistrados do Brasil, e a AJUFE, dos juízes federais, já soltaram nota preocupadas com a suposta ingerência política", escreveu Mazzini. A Folha ressaltou na matéria que 12 dos 81 senadores que vão escolher o próximo presidente do CNJ são investigados na Lava Jato e serão julgados pelo STF.



Um deles, Renan Calheiros, presidente do Senado, tem "pressa em definir o assunto, mas ele espera os nomes. Assim que apresentados os candidatos, serão submetidos a sabatina individual na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. O aprovado será submetido a votação no plenário do Senado – pode chegar mais de um nome ao plenário, e o escolhido será o que tiver mais votos", descreveu Mazzini



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