637 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Polícia Federal (PF) descobriu, nesta sexta-feira (20), que o Exército Brasileiro também adquiriu o software israelense que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) utilizou em um esquema de monitoramento ilegal de adversários do governo Jair Bolsonaro. A operação, denominada "Última Milha", realizou buscas e apreensões na sede da Cognyte em Florianópolis (SC), empresa fornecedora do programa em questão.
A equipe jurídica do Planalto já havia avaliado que o marco temporal é inconstitucional, e a recente aprovação do Congresso, após a decisão do STF, reforça essa visão. Em busca de um equilíbrio, o presidente Lula pretende sancionar outros pontos do projeto.
Documentos apreendidos confirmam que o software, denominado "First Mile", foi adquirido pela Abin por R$ 5,7 milhões sem licitação no final do governo Michel Temer. Além disso, a Cognyte também tinha contratos de R$ 4 milhões com o Exército. A ferramenta permite rastrear a localização das pessoas por meio dos metadados fornecidos pelas antenas de celular a torres de telecomunicações.
A investigação da PF revelou que, entre 2019 e 2021, a Abin realizou mais de 33 mil monitoramentos via First Mile. No entanto, apenas dados de 1.800 monitoramentos foram encontrados no "controle de operações" da Abin, enquanto os outros 31.200 registros teriam sido deletados.
A operação também resultou na prisão de dois ex-agentes da Abin, Rodrigo Colli e Eduardo Arthur Yzycky, que não só participaram do monitoramento ilegal, mas também teriam utilizado o conhecimento do uso irregular do sistema para tentar evitar suas exonerações.
A PF continua investigando o caso, buscando entender quem idealizou a operação irregular, o destino dos dados obtidos ilegalmente, o motivo da supressão das informações e quem ordenou sua destruição.
*Com informações do O Globo
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