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Nesta sexta-feira (20), a Polícia Federal (PF) lançou a operação "Última Milha", tendo como um dos alvos de busca e apreensão Caio Cesar dos Santos Cruz, filho do ex-ministro de Jair Bolsonaro, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz. A informação foi divulgada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
A operação investiga o uso de equipamentos da Agência Brasileira de Investigação (Abin) para espionagem ilegal durante a presidência do atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), na gestão bolsonarista. Caio Cesar dos Santos Cruz é identificado como representante da empresa que forneceu à Abin o sistema secreto que monitorou, de forma ilegal, a localização de pessoas através da rede de telefonia celular durante o governo anterior.
Além disso, a PF executou 25 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram presos preventivamente dois servidores da Abin: Rodrigo Colli e Eduardo Arthur Yzycky. Segundo a PF, ambos tinham conhecimento da utilização desse sistema pela Abin e teriam exercido pressões indiretas para evitar demissões.
Há evidências de que o uso do sistema "FirstMile" aumentou nos últimos anos do governo Bolsonaro para monitorar ilegalmente servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e até mesmo juízes e integrantes do STF.
*Com informações do “Diário do Centro do Mundo”.
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