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A novela de Carla Zambelli (PL-SP), que fugiu do Brasil para tentar escapar da prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), está perto do fim. A licença de 127 dias concedida pela Câmara expira nesta quinta-feira (2) e, sem possibilidade de renovação, a bolsonarista precisaria retomar o mandato. Como está presa na Itália desde julho, passará a acumular faltas que podem levar à cassação.
O regimento prevê a perda automática do mandato para quem faltar a mais de um terço das sessões sem justificativa — cenário idêntico ao de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também fugiu, mas para os EUA. Zambelli já enfrenta ainda um processo de cassação na CCJ, onde mesmo parlamentares de seu partido admitem que dificilmente conseguirá escapar.
Em depoimento dado de dentro da prisão em Roma, a ex-aliada de Jair Bolsonaro insistiu em manter o mandato, alegou ter dificuldades com o português e até disse estar “aprendendo italiano no cárcere”. Ainda atacou o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “bandido”, e afirmou acreditar que seria solta em breve pela Justiça italiana.
O presidente da CCJ, Paulo Azi (União Brasil-BA), disse aguardar o levantamento do sigilo do processo pelo STF para pautar a cassação. Caso a comissão recomende a perda do mandato, a decisão dependerá de votação em plenário com maioria de 257 deputados.
Zambelli foi condenada por unanimidade em maio a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto com o hacker Walter Delgatti, ficando inelegível por oito anos. Também já havia recebido outra condenação, de cinco anos e três meses, por porte ilegal de arma e constrangimento após perseguir armada o jornalista Luan Araújo em 2022, episódio que virou símbolo do desespero bolsonarista na reta final da campanha presidencial.
A fuga de Zambelli começou em maio, pela fronteira de Foz do Iguaçu (PR), de onde seguiu para Buenos Aires, depois Flórida e, por fim, Itália. Lá, acreditava que a cidadania italiana a protegeria. No entanto, foi incluída na lista da Interpol e acabou capturada. Agora, aguarda decisão da Procuradoria italiana sobre seu pedido de extradição, enquanto vê seu mandato ruir no Brasil e até Jair Bolsonaro, antes aliado, se afastar dela.
Com informações do DCM
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