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O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Tagliaferro, foi conduzido nesta quarta-feira (1º) pela polícia italiana a uma delegacia local. Ainda não há definição se ele ficará preso preventivamente ou se será submetido a restrições de locomoção.
Tagliaferro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter vazado mensagens internas trocadas entre servidores do gabinete de Moraes. Em agosto, o ministro solicitou formalmente sua extradição, e o Ministério da Justiça encaminhou o pedido ao Itamaraty, que fez chegar a demanda ao governo italiano.
Ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele ganhou notoriedade ao divulgar acusações contra Moraes e autoridades envolvidas em processos contra bolsonaristas.
Com cidadania italiana, Tagliaferro deixou o Brasil para escapar de medidas judiciais e passou a se apresentar no exterior como “denunciante” contra o STF, sendo acolhido por setores da extrema direita.
A coincidência é que, no mesmo dia em que foi conduzido pela polícia, ele estava escalado para participar de uma audiência na Câmara dos Deputados, em comissão dominada por bolsonaristas, para espalhar suas acusações contra o Supremo a partir da Itália.
O episódio reacende o embate entre instituições democráticas e a rede bolsonarista que busca desestabilizar a Justiça brasileira com ataques e vazamentos criminosos.
Com informações do Brasil 247
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