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Integrantes do partido Novo no Rio de Janeiro pressionam a executiva estadual da legenda a dar explicações sobre suspeitas de irregularidades no uso do fundo eleitoral durante as eleições municipais de 2024. O foco das denúncias está na destinação de verbas para candidaturas femininas e de pessoas negras, levantando questionamentos sobre possíveis desvios.
Em 2024, o Novo mudou suas diretrizes internas e passou a dividir R$ 37,1 milhões do fundo entre candidatos — parte dos R$ 5 bilhões distribuídos às legendas no pleito. No Rio, a candidata a vereadora Débora Pontes recebeu R$ 109 mil, mas obteve apenas 618 votos. O valor superou em R$ 34 mil o repasse ao vereador Pedro Duarte, reeleito com 15.404 votos.
A Folha de S.Paulo obteve um vídeo de reunião em que integrantes da legenda contestam essa distribuição. No registro, o então presidente municipal, Bruno Mega, afirmou que parte do dinheiro destinado a Débora teria vindo da campanha da candidata a prefeita Carol Sponza para “pagar despesas da nominata”. Mega não se pronunciou após a revelação.
Apesar da negativa oficial do partido, documentos mostram que uma única prestadora de serviços recebeu 43% das despesas de Débora Pontes, somando R$ 48,8 mil em panfletagem, mas a empresa não aparece na prestação de contas de Carol Sponza. Outro caso veio à tona em Barra do Piraí: um áudio atribuído à candidata negra Karol Vicente afirma que seu fundo eleitoral teria sido usado pelo dirigente local sem chegar efetivamente à campanha. Segundo ela, dos R$ 12 mil destinados, apenas R$ 3 mil foram repassados.
A suspeita de irregularidades foi encaminhada à Comissão de Ética Nacional do Novo, que confirmou ter recebido representação e mantém um processo em andamento. O Ministério Público do Rio também foi acionado, mas informou não ter encontrado elementos suficientes para comprovar as denúncias até agora, mantendo sob análise as contas do diretório municipal de 2024.
Em resposta, o Novo reiterou que a distribuição seguiu a legislação eleitoral e que a definição de valores cabe a cada diretório estadual. A legenda ainda alegou que as denúncias seriam motivadas por disputas internas após derrotas na corrida pelo comando da sigla no estado.
Com informações do Brasil 247
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