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O pastor norte-americano Robert Morris, fundador da megaigreja Gateway Church no Texas e conselheiro espiritual de Donald Trump, confessou na última quinta-feira (2) que abusou sexualmente de uma menina de 12 anos na década de 1980. Aos 64 anos, Morris admitiu os crimes durante uma audiência judicial em Oklahoma, onde foi condenado a 10 anos de prisão. No entanto, graças a um acordo judicial, cumprirá apenas seis meses em regime fechado, seguido de liberdade condicional.
Além da pena, Morris terá que se registrar como agressor sexual e pagar 250 mil dólares em restituição à vítima, Cindy Clemishere, que hoje tem 55 anos. Ela relatou que foi abusada pelo pastor durante quatro anos, entre 1982 e 1986, quando sua família hospedou o então evangelista itinerante em Hominy, Oklahoma. Durante o julgamento, a vítima afirmou, entre lágrimas, que o trauma “atingiu todas as partes” de sua vida.
Clemishere destacou ainda a gravidade do caso ao rechaçar a versão apresentada por Morris de que teria tido uma “queda moral” com uma “jovem”. “Eu não era uma jovem, mas uma criança. Nunca estivemos em um ‘relacionamento inadequado’. Não existe consentimento de uma criança de 12 anos”, afirmou. Ela contou que denunciou o abuso a seus pais e líderes religiosos em 1987, mas que ninguém chamou a polícia na época.
O processo só avançou após 2024, quando Clemishere decidiu se manifestar publicamente. A revelação levou a Gateway Church a anunciar a saída de Morris do comando da instituição. O escritório do Procurador-Geral de Oklahoma abriu investigação logo depois, resultando na condenação.
Fundada em 2000, a Gateway Church chegou a reunir cerca de 100 mil fiéis em nove templos espalhados pelo Texas e estados vizinhos. A ligação de Morris com Trump foi decisiva para consolidar sua influência política no movimento evangélico ultraconservador, já que o pastor integrou o comitê consultivo religioso da campanha presidencial do republicano em 2016.
A presença de Trump e de figuras religiosas como Morris no coração da política dos EUA escancara a aliança entre setores do evangelismo de direita e o trumpismo, que seguem blindando líderes acusados dos crimes mais graves em nome da “moral” que jamais praticaram.
Com informações do DCM
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