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Não somos nós quem dizemos é a própria VEJA, a revista da direita brasileira e no qual reproduzimos por inteiro tanta a reportagem como a resposta de Moraes para a polêmica.
VEJA
Alexandre de Moraes aparece no Tribunal de Justiça como advogado da Transcooper, investigada por suspeita de vínculo com crime organizado
O secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes (PMDB), aparece no Tribunal de Justiça de São Paulo como advogado em pelo menos 123 processos na área civil da Transcooper. A cooperativa é uma das cinco associações e empresas citadas em investigação que apura supostas formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O secretário afirmou, em nota, que “renunciou a todos os processos que atuava como um dos sócios do escritório de advocacia” no qual trabalhava. Ele disse ainda que solicitou, em 1.º de janeiro, uma licença temporária de sua inscrição como advogado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo a nota, Moraes começou a advogar para a Transcooper no dia 27 de janeiro de 2011 em causas civis e administrativas. “Não houve qualquer prestação de serviços advocatícios – nem pelo secretário nem pelos demais sócios – às pessoas citadas em possível envolvimento com o crime organizado, em 2014. O contrato se referia estritamente à pessoa jurídica da cooperativa”, informou a nota. Nesta quinta-feira, porém, Moraes ainda permanecia no site do TJ como defensor da cooperativa.
Antes de ser anunciado para o cargo no governo Geraldo Alckmin (PSDB), no dia 17 de dezembro, Moraes comandava um dos mais famosos escritórios de advocacia em São Paulo. Entre seus clientes estão empreiteiras, associações e políticos. Ele também participou de 2007 a 2010 da gestão Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura da capital paulista, quando acumulou os cargos de presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Transporte (SPTrans), além de Secretário de Serviços e de Transportes.
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