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Em uma declaração que expõe a escalada grotesca do imperialismo norte-americano, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, denunciou veementemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por tentar "reeditar o colonialismo imperialista no século XXI". A crítica foi motivada por uma publicação absurda de Trump na rede Truth Social, onde ele compartilhou uma montagem digital que o apresentava como "presidente interino da Venezuela", datada desde janeiro de 2026. Para Boulos, o gesto não é apenas uma provocação nas redes sociais, mas um ato flagrante de ingerência que despreza a soberania nacional e trata o continente como um quintal a ser dominado.
"A América Latina não é quintal. Soberania não se negocia!", afirmou o ministro, definindo a ação de Trump como "absurda e inaceitável". A postagem ocorre no contexto da ofensiva militar ilegal que os EUA realizaram no início do mês, sequestrando o presidente legítimo venezuelano, Nicolás Maduro, e detendo-o em solo norte-americano sob acusações fabricadas. A autoproclamação virtual de Trump é a peça de propaganda que coroa essa agressão, uma tentativa cínica de normalizar, através de uma imagem, a violação de todas as normas do direito internacional e a subjugação de um país soberano.
A fantasia de Trump não é um meme inofensivo; é a expressão clara do projeto de dominação que Washington busca impor na região. Ao se colocar como "presidente interino" de uma nação estrangeira, ele explicita o desejo neocolonial de controlar governos, recursos e o destino dos povos latino-americanos sem qualquer máscara diplomática. Esta ação se soma às ameaças recentes contra Cuba, à ordem de retirada de cidadãos estadunidenses da Venezuela e ao controle exercido sobre o petróleo venezuelano, formando um quadro coerente de ataque multifrontal.
A denúncia de Boulos vai ao cerne da luta anti-imperialista: rejeitar qualquer normalização da interferência e defender o princípio inegociável da autodeterminação dos povos. Enquanto Trump brinca de ser presidente de outros países nas redes sociais, sua administração promove ações reais que causam morte, fome e desestabilização. A resposta firme do ministro brasileiro reflete a necessidade urgente de os países da América Latina e do Sul Global se unirem contra essa afronta, lembrando que a soberania é uma linha vermelha que não pode ser cruzada pela arrogância de um império em decadência. A resistência, agora, é mais do que um direito; é uma necessidade histórica.
Trump resolveu agora se autointitular Presidente Interino da Venezuela. Passou de todos os limites. Parece decidido a reeditar o colonialismo imperialista no século XXI. É absurda e inaceitável essa ingerência no nosso continente. A América Latina não é quintal. Soberania não se…
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) January 12, 2026