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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está liderando uma ofensiva diplomática e militar para garantir a estabilidade do Ártico diante das crescentes tensões globais em 2026. Londres estuda o envio de tropas para a Groenlândia como parte de uma estratégia da Otan para frear a influência russa na região. No entanto, o movimento também serve como um freio às recentes declarações de Donald Trump, que sugeriu o uso de força militar para que os Estados Unidos assumissem o controle da ilha. Starmer deixou claro ao presidente americano que o destino do território cabe apenas aos groenlandeses e à Dinamarca.
Para consolidar essa posição, o premiê britânico iniciou uma maratona de reuniões com figuras centrais da política europeia, como o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron. O objetivo é criar uma frente unida dentro da Otan que priorize a cooperação multilateral e o direito internacional, em contraste com a retórica agressiva de Washington. Segundo o jornal The Telegraph, planos militares para uma missão na ilha já estão sendo elaborados, focando no chamado "Alto Norte", área vital para a segurança euro-atlântica.
A ministra britânica Heidi Alexander reforçou que o Ártico se tornou um tabuleiro perigoso onde os interesses de Vladimir Putin e da China se cruzam. O Reino Unido já possui acordos de defesa com a Noruega, incluindo o posicionamento de equipamentos e treinamentos conjuntos, servindo de modelo para o que pode ser implementado na Groenlândia. Essa presença militar europeia é vista por analistas como uma tentativa de manter a coesão da aliança e evitar que a região se torne alvo de uma anexação ou disputa unilateral provocada pela atual gestão dos EUA.
No cenário político interno, as opiniões se dividem. Enquanto a conservadora Kemi Badenoch demonstra cautela quanto aos custos e à coesão da Otan, o líder liberal-democrata Ed Davey defende abertamente uma missão sob comando britânico e dinamarquês. Para Davey, essa iniciativa multilateral é a melhor resposta às pressões de Donald Trump, garantindo que a segurança da região não seja sacrificada por interesses isolacionistas ou imperialistas vindos da Casa Branca.
A proposta em debate em Bruxelas contempla desde o envio direto de soldados até exercícios temporários e maior cooperação em inteligência. O reforço da Otan na Groenlândia simboliza a urgência da Europa em proteger sua soberania diante de um cenário onde o autoritarismo de Putin e a imprevisibilidade de Trump ameaçam as fronteiras tradicionais. A defesa da ilha tornou-se, portanto, a defesa da própria unidade europeia frente ao novo desenho de poder mundial que se desenha em 2026.
Com informações do DCM
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