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Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) mostrou que o governo de João Doria (PSDB) agiu para alterar o resultado de licitação para escolha da empresa responsável pela organização do Carnaval de rua de São Paulo deste ano.
A manobra teria sido efetuada pelo secretário da Cultura, André Sturm, e levou à contratação daquela que aparecia em segundo lugar na disputa, o que foi considerado ilegal por auditores do Tribunal de Contas do Município. "A proposta da empresa SRCOM é que deveria ter sido considerada vencedora com base nos critérios de julgamento descritos no edital", diz a auditoria do TCM.
A SRCOM só não foi a escolhida para organizar o Carnaval porque Sturm não aceitou o parecer da comissão técnica encarregada de avaliar as propostas. A comissão entendia que o plano da SRCOM era "superior" e o "que melhor atendia ao interesse público".
De modo inusual, após a interferência de Sturm, a comissão da prefeitura convidou a Dream Factory, que havia ficado em segundo lugar, a alterar sua proposta. A mudança foi feita, e isso permitiu que ela fosse a escolhida.
A Dream Factory foi considerada vencedora no mesmo dia em que refez sua proposta. Já a outra empresa (SRCOM) não teve oportunidade para modificar seu projeto. "A justificativa apresentada para a escolha da proposta padece de fundamentação", afirma a auditoria.
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