Ônibus de Lula são atacados a tiros no PR. ’Querem matá-lo’, diz Gleisi

Portal Plantão Brasil
27/3/2018 21:38

Ônibus de Lula são atacados a tiros no PR. ’Querem matá-lo’, diz Gleisi

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3105 visitas - Fonte: Uol

Dois ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela região Sul foram atingidos nesta terça-feira (27) por tiros no caminho entre as cidades paranaenses de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, em uma aparente tentativa de emboscada. Lula não estava em nenhum dos veículos atingidos.







Segundo integrantes da comitiva, um dos veículos foi atingido por três tiros e o outro, por um. A reportagem do UOL encontrou ao menos uma perfuração, aparentemente feita por balas, em cada um dos ônibus.



O ônibus que transporta parte da imprensa que acompanha a viagem foi o atingido por três disparos, dois do lado direito e um do lado esquerdo. Neste, um dos vidros foi atingido por um objeto que deixou uma marca arredondada --segundo integrantes da comitiva, possivelmente uma bala que ricocheteou no local.







Dois pneus deste mesmo ônibus foram perfurados por ganchos pontiagudos de metal, conhecidos popularmente como "miguelitos", deixados em uma estrada por onde a comitiva passou.



A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o líder do PT na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). e o coordenador da caravana, Márcio Macedo, cobraram providências dos governos federal e estadual.



"Querem matar o ex-presidente Lula", disse Gleisi mais tarde, em ato ao lado do petista. "Tivemos polícia em alguns eventos, em alguns momentos, mas não temos segurança em relação à caravana (...) Não é grupo de oposição política, é milícia armada. Peço que as autoridades não esperem um cadáver para ser dar conta da gravidade da situação".





Ganchos de metal pontiagudos, conhecidos popularmente como "miguelitos", foram colocados na estrada



Segundo Gleisi, um boletim de ocorrência será feito e uma perícia vai ser pedida. Ela garantiu que a caravana continua. A viagem está prevista para acabar amanhã com ato público em Curitiba.



Pimenta disse já ter informado o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, sobre o ocorrido. Macedo, por sua vez, mencionou a "turma do Bolsonaro" ao falar do ataque, e disse que qualquer coisa que vier a acontecer com a caravana será de responsabilidade do presidente Michel Temer (MDB) e do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).



Passageiros do ônibus comentaram ter ouvido som de impactos na lateral do veículo atingida pelos objetos. O motorista, por sua vez, encostou o veículo para verificar o que tinha acontecido ao ouvir barulho vindo dos pneus.



Não ficou claro, ao menos neste primeiro momento, quem teria sido responsável pelo ataque.



"Campanha falando de ódio"



"Essa caravana minha está sendo perseguida por fascistas, por grandes proprietários de terra", declarou Lula no ato desta noite. "Se eles acham que fazendo isso vão nos assustar, não vão nos assustar. Vai motivar a gente a fazer muito mais coisa, porque não podemos permitir que depois do nazismo e do fascismo a gente permita grupos fanáticos no Brasil".



O ex-presidente afirmou ainda que "não tinha em conta o que está acontecendo no Brasil", o que classificou como uma campanha de ódio que, na avaliação dele, teria sido "consagrada na campanha do Aécio [Neves, do PSDB] contra a Dilma [Rousseff, do PT]" em 2013.



"Resultou numa campanha falando em ódio toda hora", disse. "Só queremos andar pelo Brasil e discutir os problemas do Brasil. Estamos dispostos a discutir com quem quer que seja", afirmou ainda o ex-presidente.



Caravana sob ataques



A caravana foi alvo de protestos em quase todas as cidades pelas quais passou. Em algumas situações, a comitiva foi alvo de pedras e ovos atirados por militantes antipetistas. Em Cruz Alta (RS), quatro mulheres apoiadoras do PT foram atacadas por opositores. Ontem, os seguranças da caravana agrediram um repórter que cobria os eventos.



Em discurso mais cedo hoje, Lula disse que uma delas ainda está internada.



Amanhã o ex-presidente vai para Curitiba.



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